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Guilherme: “Minha oposição será consciente”

Guilherme quer cobrar dos deputados os recursos para Mogi Guaçu

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O vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), voltou a compor a Câmara Municipal, após ficar quatro anos fora dela. Em 2008, ele foi eleito vereador pela primeira vez e começou seu mandato fazendo parte da oposição ao então governo do prefeito Paulo Eduardo de Barros, o Dr. Paulinho (PHS). À época era filiado ao PDT e fazia parte do grupo de Daniel Rossi (PR) que naquela ocasião foi candidato a prefeito de Mogi Guaçu. “Eu aprendi muito no meu primeiro mandato. Tive acertos e tive erros também. E são exatamente os erros que eu não quero cometer novamente desta vez. Agora, minha oposição não será ferrenha, mas sim consciente”, observou Guilherme.

Cauteloso, o vereador diz que um dos erros foi ter feito uma oposição movida por impulso, pela emoção, causando polêmicas por protagonizar embates políticos que não agregaram nada ao município nem a população. “Tive vários embates com o então vereador Ivens Chiarelli, que não precisavam ter acontecido. Eu agi muito por impulso. Fiz uma oposição quase ferrenha e, depois, analisando cheguei a conclusão que o trabalho do vereador precisa ser pautado por discussões de projetos de lei e de ações que visem melhorar o dia a dia da população”, pontuou Guilherme.

Um dos episódios que marcaram o primeiro mandato dele foi a indisposição entre Guilherme e o também ex-vereador Mário Vedovello Filho (PSDB). Em um de seus discursos na tribuna da Câmara, Guilherme acusou Mário Vedovello  de ter negociado cargos com o então candidato a prefeito Dr. Paulinho. “Porque o PSDB tinha ‘fechado’ apoio à candidatura do Dr. Paulinho e, até então, o Mário Vedovello era contra essa parceria, mas depois ele cedeu e eu disse que poderia ter havido essa negociação para justificar a mudança de opinião dele. Foi uma briga, porque depois encontrei com ele certo dia, na Praça do Recanto, e tivemos um bate-boca. Enfim, cometi esse tipo de erro. Depois pedi desculpas, reconheci que agi errado”, contou o vereador.

Vereador Guilherme FarmáciaAgora, exercendo seu segundo mandato na Câmara, eleito pelo PSD, Guilherme frisa que seu trabalho está centrado em buscar recursos financeiros para Mogi Guaçu por meio de emendas parlamentares. Por isso, suas viagens a Brasília (DF) e a São Paulo serão constantes para se manter próximo dos deputados federais e estaduais. “Temos que ser vistos e lembrados por eles. Precisamos estar perto, pedindo emendas para Mogi Guaçu que resultem em dinheiro para a cidade. Na próxima semana, na quarta-feira (22), por exemplo, vou para Brasília conversar com deputados do PSD e cobrá-los para ajudarem nossa cidade”, ressaltou. Guilherme apenas lamenta que o trabalho do vereador esteja difícil junto a uma parcela da população que confunde a função do vereador fazendo pedidos pessoais e particulares que são inviáveis de serem atendidos. “São muitos pedidos de sacos de cimento, caminhão de terra. Apresentam contas atrasadas de água, IPTU, e querem que o vereador pague. E isso não pode ser feito pela Câmara. Tenho de dizer ‘não’ e, muitas vezes, a pessoa fica brava e não aceita esse ‘não’”, concluiu.

MELHOR GESTÃO 

Saúde pública é um dos principais focos do mandato

 Líder da bancada do PSD na Câmara, Guilherme da Farmácia pretende visitar bairros e repartições públicas pelo menos uma vez por semana, a fim de saber como a prestação de serviços está sendo feita à população e quais são as queixas de quem mora em determinado bairro ou é usuário de algum serviço público municipal. “Porque quando somos candidatos a vereador fazemos exatamente isso. Vamos aos bairros, conversamos com os eleitores, buscamos saber o que eles precisam para melhorar a qualidade de vida. Então, depois que fui eleito, é minha obrigação continuar próximo do povo, ouvindo o que precisam e tentando buscar soluções para esses problemas coletivos”, ressaltou.

Guilherme visitou a deputada Rita Passos
Guilherme visitou a deputada Rita Passos

Ele afirma que fará cobranças constantes na gestão da saúde pública, em Mogi Guaçu. Até porque, Guilherme pontua que as filas para marcar consultas é uma situação de caos que precisa acabar o quanto antes. “Mogi Guaçu precisa de um novo sistema. É necessário encontrar uma maneira mais eficaz para a marcação de consultas. A saúde pública será meu principal foco. As consultas com especialistas, por exemplo, demoram até cinco meses para acontecerem. Vou trabalhar para tentar diminuir isso e vou buscar ajuda com quem puder nos ajudar”, disse.

Em seu gabinete na Câmara, onde concedeu entrevista à Gazeta na tarde de quarta-feira (15), Guilherme também estava acompanhado de um de seus assessores Ademar Balduino de Carvalho, o Tigrão (PSDB), que também é ex-vereador. “A experiência política que ele tem também me ajuda muito neste mandato”, comentou Guilherme.

Mais atento e menos impulsivo, o vereador conta que até mesmo a votação dos requerimentos ganhou um novo conceito para ele. O documento, que é feito pelos vereadores pedindo informações ao prefeito Walter Caveanha (PTB) e toda sua equipe, é sim uma das ferramentas de fiscalização que o Legislativo deve usar. “Antes, nem todos os requerimentos eram aprovados pelo plenário da Câmara. Mas, agora, vejo a importância de um requerimento ser respondido pela Prefeitura e o vereador ter naquela reposta o argumento para também responder as dúvidas da população. Por isso, oriento a bancada do PSD para que nós aprovemos todos os requerimentos que forem votados nesta Casa”, finalizou Guilherme.

 

 

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