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Homem descumpre medida protetiva e esfaqueia a ex

Acusado se apresentou após o crime

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Uma manicure, de 23 anos, está internada na Santa Casa desde a noite da última quarta-feira (27), quando foi esfaqueada pelo ex-companheiro que a agrediu por não aceitar o fim do relacionamento. Por volta das 19h00, Benvindo Pereira de Souza Júnior, 34, foi até a casa da ex-companheira, no Jardim Guaçu Mirim, e a atacou com uma faca. A vítima foi ferida na costela esquerda e foi socorrida pelo Resgate do Corpo de Bombeiros até a Santa Casa, onde ela permanece internada em um quarto da enfermaria.

No Boletim de Ocorrência da Polícia Civil consta que, um dia antes, na terça-feira (26), Júnior também foi atrás da manicure e a agrediu, sendo que na quarta-feira, ele voltou com a faca. Vítima e agressor mantiveram uma união estável e há cerca de três meses se separaram. Após esfaquear a ex-mulher, o autor fugiu e não foi localizado pela Polícia Militar que atendeu a ocorrência. Um Boletim de Ocorrência por lesão corporal e violência doméstica foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ). Horas depois de cometer o crime, na madrugada de quinta-feira (28), Júnior foi até a CPJ e se apresentou como sendo o agressor da mulher.

Uma pesquisa feita no plantão policial constatou a existência de uma medida protetiva e de outros B.O.s pelo mesmo crime contra o agressor. Júnior confessou que esfaqueou a vítima e alegou que descobriu que estava sendo traído e que foi ofendido pela ex. Testemunhas e familiares da manicure que presenciaram a agressão foram ouvidos pelo delegado Erivan Vera Cruz, que solicitou o auto de prisão em flagrante de Júnior pelos crimes de descumprimento de medida protetiva, violência doméstica e ameaça. O agressor foi encaminhado para uma cela da UDTE (Unidade de Detenção e Triagem e Encaminhamento) de Itapira e depois de ter tido a prisão mantida pelo juiz foi encaminhado para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Americana.

 

Lesão corporal

O delegado Erivan Vera Cruz, que atendeu a ocorrência na noite do crime, esclareceu que classificou a violência sofrida pela mulher como lesão corporal porque entendeu que Júnior agiu com a intenção de ferir e não de matar a ex-companheira. “Ele contou que ficou muito irritado e deu uma facada nela. Se ele tivesse dado dois, três ou quatro golpes, demonstrando o interesse de matar a vítima eu poderia já ter entendido como uma tentativa de feminicídio” completou. Agora, o inquérito policial do caso vai seguir na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), onde a delegada titular Juliana Belinatti Menardo poderá alterar e aumentar o crime cometido se entender ser o correto.

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