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Jovem presa por roubo ganha liberdade provisória

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Na última segunda-feira (9), a Justiça concedeu habeas corpus para C.M.R.B., de 20 anos, acusada de roubar 45 peças de joias de prata avaliadas em R$ 3.000 junto com o namorado e um amigo dele, em abril de 2018, no Parque Cidade Nova. Com isso, a jovem foi solta na última quarta-feira (11) da penitenciária feminina de Mogi Guaçu, onde estava presa desde setembro de 2019 e, agora, vai aguardar em liberdade por seu julgamento que acontecerá no dia 28 de maio.

O advogado criminalista da acusada Benedicto Antônio Silveira informou que entrou com o pedido de habeas corpus há cerca de um mês, sendo que o recurso foi julgado e a liberdade provisória concedida à ré. Para Silveira, a decisão significa mais uma vitória para os seus 55 anos de carreira. “O sentimento que tenho é de que a Justiça foi feita, pelo menos até agora”, pontuou o advogado que acredita e defende a inocência da jovem. “Pelo menos consegui evitar que ela ficasse convivendo com criminosas de toda a espécie”.

 

O caso

No dia 10 de abril de 2018, por volta das 20h30, C.M.R.B marcou um encontro com um vendedor de joias de prata, na Rua Ferdinando Pichelli, no Parque Cidade Nova, alegando que queria ver os produtos e comprar uma das joias. O vendedor foi ao encontro dela que estava sozinha. Mas, em um determinado momento, ele e a cliente foram surpreendidos por dois homens, sendo que um deles estava armado com uma faca e fez ameaças ao vendedor pedindo que entregasse todas as joias. Em seguida, a dupla fugiu levando 45 peças de prata avaliadas em R$ 3.000.

Os ladrões eram o namorado de C.M.R.B e um amigo dele. Após a ação, a jovem não fugiu e permaneceu no local junto com a vítima. Os dois assaltantes foram presos e C.M.R.B foi tida como sendo a líder da ação criminosa. No entanto, ela sempre alegou que não sabia da real intenção do namorado que, segunda ela, a convenceu a procurar o vendedor para escolher uma joia que ganharia de presente dele. O advogado do caso ainda informou que os pais da cliente nunca aprovaram o namoro da filha. Isso porque, ele já possuía passagem na polícia pelo crime de tráfico de drogas. “Foi tudo armado para se voltar contra ela que foi movida pelo amor e confiança que tinha no namorado”, disse Silveira que acredita na inocência da cliente. “Quando eu conversei com ela pela primeira vez, eu já percebi que tudo foi feito para se voltar contra ela”.

O advogado informou que o pedido de prisão preventiva da cliente só foi cumprido um ano e dois meses depois. “É um absurdo, mais de um ano depois ela foi presa, e neste período ela não cometeu nenhum delito nem fugiu”. Para o julgamento, que acontecerá em maio, Silveira disse que espera que a cliente seja inocentada da acusação de roubo. “Espero que não seja o dolo usado contra ela porque ela foi induzida pelo espertalhão do namorado. Ela não viu nada de mal em procurar um vendedor de joias com a promessa de que seria presenteada”, finalizou.

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