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Julgamento termina sem sentença e é adiado

Malcown atirou contra a então namorada Camila em outubro de 2014

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O julgamento de Malcown Kelber Favero, que em outubro de 2014 matou a tiros a namorada Camila Aparecida Pereira, de 19 anos, em Mogi Mirim, foi realizado na manhã da última terça-feira (10) e terminou de forma inesperada. Isso porque, o réu não teve sua pena definida pelo conselho de sentença, que era formado por sete pessoas, sendo quatro mulheres e três homens.

No processo do caso, o juiz Emerson Gomes de Queiroz Coutinho relata que os três advogados de defesa do réu, que é acusado de homicídio qualificado, abandonaram de forma irregular o plenário, o que gerou uma multa de 10 salários mínimos para cada um deles. O atraso de uma hora do promotor de Justiça para voltar à sala de audiência e o uso de expressão pejorativa durante os debates também estão descritos no processo.

Com os contratempos ocorridos, o julgamento ganhou uma nova data daqui a quatro meses, no dia 14 de julho, também as 09h00 na sala de audiência, no Fórum de Mogi Mirim.

O caso

No dia 25 de outubro de 2014, Malcown Kelber Favero, que na época tinha 23 anos, foi até o Hotel Bristol, onde a namorada Camila estava trabalhando há apenas 15 dias armado com um revólver. Para conseguir ter acesso às dependências do hotel e encontrar Camila, Favero se passou por um funcionário de um banco que precisava realizar duas reservas, mas antes teria que conhecer as instalações do local.

Ao ver Camila saindo da cozinha, Malcown foi até ela, sacou uma arma e fez diversos disparos. A vítima ainda correu, mas caiu e morreu no estacionamento do hotel. Em seguida, Malcown disparou contra a própria cabeça, mas os tiros o acertaram de raspão e ele foi socorrido para a Santa Casa, onde se recuperou e saiu preso. O autor do crime responde por homicídio qualificado, já que o fato aconteceu antes da edição da lei que instituiu o feminicídio no código penal.

Um dia antes de ser morta, Camila registrou um Boletim de Ocorrência por ameaça na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Na época, Malcown teria dito à namorada que faria com ela a mesma coisa que seu pai já havia feito oito anos atrás quando matou a namorada e em seguida cometeu suicídio.

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