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Lanzi: Empresa dá baixa em carteira de funcionários

Empresa ainda busca investidores e, portanto, não se pode falar em encerramento de atividades

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Esta semana, os funcionários da Cerâmica Lanzi começaram a ser chamados para que seja dada baixa na Carteira de Trabalho. O procedimento é um sinal de que a empresa não tem previsão de data de retomada da produção, interrompida ano passado. Estão mantidos em seus postos de trabalho parte da equipe de escritório e portaria.

O presidente do Sindicato da Construção, Mobiliário e Cerâmica, Paulo de Tarso Ferreira, esteve reunido ontem (21) com o empresário Luiz Antonio Lanzi e obteve a confirmação oficial do procedimento adotado pela diretoria da empresa. “Ele disse que está tentando negociar com investidores e está aguardando este retorno”, comentou pontuando que, por conta disso, não se pode falar em encerramento das atividades. A expectativa é de que esta resposta seja obtida o mais breve possível.

De qualquer maneira, o sindicalista afirma que em nada muda a situação dos funcionários e lembra que o sindicato vai ingressar com ações trabalhistas individuais. “A Lanzi ainda tem que apresentar o cálculo trabalhista e o IR (Imposto de Renda) deles (funcionários). Estes funcionários do escritório que ficaram lá têm que fazer, mas para isso, claro, precisam ter pagamento”, disse sobre alguns pontos da conversa com o empresário. Só na sexta-feira (21), 89 funcionários apresentaram a Carteira de Trabalho e a partir desta baixa é permitido o saque do Seguro Desemprego.

Segundo Paulo, este desfecho era esperado desde a semana passada. “Já tivemos uma reunião e, de fato, fomos informados de que não havia condições de retomar a produção nem de pagar os atrasados aos funcionários”, adianta. O sindicalista observa que o departamento jurídico do sindicato está à disposição dos funcionários para que sejam tomadas as medidas legais. “É difícil ver isso acontecer com a cidade que foi Capital Cerâmica”, observa Paulo. Caso a Cerâmica Lanzi feche, Mogi Guaçu passa a ficar sem nenhuma empresa do setor.

A Gazeta tentou contato com a diretoria da empresa, mas não obteve retorno.

 

COMUNICADO

Em dezembro de 2019, a empresa comunicou sobre a suspensão por um mês (até o dia 17 de janeiro de 2020) do trabalho de todos os setores. Desde então, a produção não foi retomada.

À época, a justificativa da empresa foi de que a suspensão seria necessária em virtude de renegociação com os fornecedores de matéria-prima, como gás e eletricidade, bem como renegociação com os principais clientes.

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