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Mahle: medidas afetam mais de 2 mil funcionários

Suspensão temporária de contrato, redução de jornada e de salários foram aprovadas em assembleia na quarta-feira (15)

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A semana foi de tensão para funcionários da Mahle, começando com 230 demissões na segunda-feira (13) e, em seguida, na quarta-feira (15), o anúncio de medidas para evitar novas dispensas. As mudanças atingem a 2,2 mil funcionários de vários setores da multinacional, incluindo os dispensados. 1.350 tiveram a suspensão por dois meses do contrato de trabalho. Tudo por conta da crise mundial decorrente da pandemia do novo coronavírus que provocou a redução de 97% nos pedidos feitos à Mahle. As medidas foram aprovadas em assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, na manhã quarta-feira (15).

Do total de 230 demissões, realizadas na segunda-feira (13), 80 foram de funcionários que estavam em período de experiência, ou seja, haviam sido contratados em fevereiro. Os cortes atingiram a todos os setores da empresa. A adoção de 25% da redução da jornada de trabalho e de salário será adotada por 90 dias para 600 funcionários da mestria (cargos de chefia) e escritório. Por sua vez, a suspensão temporária de trabalho pelo período de dois meses chega a 1.350 funcionários do setor de produção. Neste caso, a multinacional pagará 30% dos salários e o restante será pago pelo Governo Federal (seguro desemprego).

O presidente do sindicato, Marçal Georges Damião, explicou que o acordo estava sendo discutido desde segunda-feira, quando houve as demissões. “Conseguimos fazer estes ajustes para evitar mais demissões e os trabalhadores entenderam porque estão vendo a situação mundial e da própria empresa”, comenta. Ele coloca que as medidas iriam afetar a um número maior de funcionários, chegando a 2.450 (sem contabilizar os 230 demitidos), mas com a negociação foi possível reduzir para 1.950.

O sindicalista fez questão de pontuar que a situação é inédita para ambos os lados e atenta que os benefícios não sofrerão alterações. Ou seja, os funcionários seguem com plano de saúde, plano odontológico e auxílio creche. “Além disso, todos aqueles incluídos na redução da jornada e de salários e na lei off (suspensão temporária do contrato de trabalho) terão estabilidade de emprego por igual período da medida”, ressaltou. Marçal sinaliza que, desta forma, haverá um respiro de alguns meses para estes funcionários. “As montadoras estão neste mesmo esquema. Está tudo parado, praticamente”, acentua.

Marçal reforça que as negociações começaram com o anúncio das férias coletivas, na tentativa de evitar demissões. No entanto, as demissões ocorreram e, em seguida, as demais medidas. “Muitas empresas pequenas também estão tentando este acordo”, exemplifica, atentando que a crise chegou para todos.

NÚMEROS

Demissões: 230 (sendo 80 funcionários em experiência)

Redução de jornada e salário: 600

Suspensão temporária do contrato: 1.350

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