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Mogi Guaçu registra 12 assassinatos em 2019

Ano foi marcado por duplo homicídio e mortes por intervenção policial

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Mogi Guaçu está fechando o ano de 2019 com o registro de 12 homicídios ocorridos na cidade até o final da tarde desta sexta-feira (20). É o mesmo número registrado no ano anterior, 2018, quando 12 pessoas também foram assassinadas. A investigação de seis crimes ficou por conta da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que tem como delegada titular Edna Salgado Martins.

Deste total, dois casos foram esclarecidos e quatro seguem em andamento como o do frentista José Cláudio Pulcinelli, 48, que em junho foi morto a tiros, no Jardim São José, e do morador de rua Francisco Aparecido Cândido Teixeira, 35, que, em novembro, foi encontrado caído na Praça Cândido Rondon com pauladas na cabeça. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com a delegada, os homicídios de Valdacir Uzai, 59, que em janeiro foi encontrado morto no Jardim Nova Odessa com perfurações de faca e do motoboy Renan dos Santos Moreira, 22, que foi assassinado a tiros em agosto ao ir fazer uma entrega de açaí estão com as investigações adiantadas. “Cada crime tem sua peculiaridade, uns você descobre mais rápido, outros demoram mais e outros você não consegue descobrir”.

Quanto aos dois casos esclarecidos que são de Aurindo Santos da Silva que morreu com um tiro acidental, em Martinho Prado Júnior, e de Valdemar Cassimiro da Silva, 58, e Marcelo Gonçalves da Rocha, 50, que foram encontrados mortos juntos na cozinha de uma casa no Jardim Novo II, Edna pontuou que a DIG agiu de forma rápida. “Fomos ao local e no mesmo dia já conseguimos descobrir a autoria e a motivação”.

O duplo homicídio do Jardim Novo II foi avaliado pela delegada como sendo o caso que mais chamou a atenção no ano. “Foram duas pessoas encontradas mortas no mesmo local e com vários golpes de faca”. Edna também informou que a prisão do autor, Cláudio Roberto Gonçalves Ribeiro, 42, já passou de temporária para preventiva.

 

Intervenção policial

 2019 ainda teve dois casos que não costumam acontecer na cidade. Em agosto, dois homicídios foram registrados durante atendimentos de ocorrências da Polícia Militar. No bairro Chácara Nova Odessa, Ricardo Alves, 33, morreu após ser atingido no tórax por um tiro de arma de fogo que foi disparado por um policial militar que agiu para se defender e proteger outras vítimas em uma ocorrência de desinteligência de casal.

Já no Jardim Suécia II, Alan Ribeiro dos Santos, 20, morreu baleado em cima do telhado de uma casa enquanto estava fugindo da polícia. Um policial militar atirou contra Santos após ele desobedecer à ordem de rendição e apontar um revólver contra o PM. Nas duas ocorrências, foi constatado que os policiais agiram em legítima defesa.

Outros casos

As mortes de Alisson Santos da Silva, 20, Valdinei Aparecido Sperandio Note, 50, e João Batista Sabino, 47, tiveram autoria conhecida, sendo registrados e investigados na CPJ (Central de Polícia Judiciária). Três autores dos crimes foram presos e um ouvido e liberado após alegar legítima defesa, que é o caso de Moacir Aparecido Mendonça, 50, que matou o metalúrgico João Batista Sabino com um tiro, no Jardim Primavera que fica na região da Capela.

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