Home»Destaque na Home»Mogi: Medidas preveem redução de R$ 4 milhões

Mogi: Medidas preveem redução de R$ 4 milhões

Medidas para a contenção das despesas públicas foram anunciadas e preveem economia de R$ 4 milhões

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Nesta semana, novas medidas que visam economia da Prefeitura foram anunciadas pelo prefeito de Mogi Mirim, Carlos Nelson Bueno (PSDB). A principal preocupação é com a queda na arrecadação provocada pela pandemia da Covid-19 e com o cumprimento da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Na última quinta-feira (7), o prefeito mogimiriano anunciou a redução em 20% no valor de todos os contratos firmados com os fornecedores e prestadores de serviço da Prefeitura, incluindo coleta de lixo e locações. A medida será adotada através do decreto 8.120 que será publicado na edição deste sábado (9) do Jornal Oficial de Mogi Mirim.

De acordo com a Secretaria de Finanças, a expectativa é que a Prefeitura consiga reduzir os custos em até R$ 1,5 milhão ao mês. Na semana passada, o prefeito já havia anunciado o primeiro pacote de medidas emergenciais, dentre as quais, o corte de cargos comissionados e a diminuição dos valores das funções gratificadas (FGs) no valor de R$ 2,5 milhões. Somadas as duas medidas financeiras, a economia chegará a R$ 4 milhões mensais. A determinação também será aplicada ao SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto).

No último dia 30, Carlos Nelson Bueno conversou com jornalistas e alguns secretários municipais acompanharam a coletiva de imprensa realizada no saguão do gabinete municipal, sem aglomeração. 30% dos cargos comissionados foram cortados, sendo que 18 foram exonerados a partir do dia 30. No total, a Prefeitura contava com 60 comissionados.

Além disso, oito comissionados tiveram redução de seus salários, pois a faixa salarial foi alterada e um projeto foi encaminhado para análise da Câmara Municipal e prevê mudanças nos valores das Funções Gratificadas. Quem ganhava R$ 2.400 de FG passará a receber R$ 1.500; quem tinha o benefício no valor de R$ 1.700 receberá R$ 1.000 e o mesmo foi feito com os valores de R$ 1.000 e R$ 500 com reduções para R$ 700 e R$ 350, respectivamente.

O chefe de Gabinete, Guto Urbini, reforçou que o pagamento de horas extras também foi cancelado com exceção para os servidores que atuam nas áreas da Saúde e Segurança. Com as medidas, a Prefeitura de Mogi Mirim espera economizar R$ 700 mil por mês.

Além dos cortes previstos, a Administração Municipal também irá adiar o pagamento dos precatórios, que atualmente são gastos R$ 1 milhão por mês e o mesmo será feito com os recursos do FGTS. “A Prefeitura pode adiar o pagamento dos precatórios por 180 dias e no caso do FGTS pode adiar esse pagamento por três meses e também iremos adotar essas medidas”, comentou Guto Urbini.

Economia

De acordo com o chefe de Gabinete, todos os secretários municipais foram orientados a colocar em prática medidas que reduzam os gastos com água, energia elétrica e telefone. “São medidas necessárias por conta desse momento de crise. Em janeiro tínhamos R$ 11 milhões para serem gastos com obras e R$ 7 milhões foram para a Saúde”, ressaltou Guto Urbini.

O prefeito demonstrou preocupação com a economia do município por conta da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Por isso, ele reforçou que as medidas são necessárias, a fim de que o fluxo de caixa seja mantido para o pagamento das contas, principalmente da folha de pagamento. “Nós assumimos o governo e adotamos muito rigor porque era uma situação crítica e mantemos por dois anos e governo com mãos de ferro e deu certo, pois hoje a saúde financeira do município é boa”, comentou ao destacar que as previsões não são nada otimistas para os próximos meses.

O setor financeiro da Prefeitura mogimiriana fez projeções de acordo com os números atuais apresentados e, por isso, preveem mais queda na arrecadação municipal. Em abril, por exemplo, R$ 6,5 milhões deixaram de entrar nos cofres públicos.

“Hoje Mogi Mirim não deve um real para ninguém. Estamos em dia e com recursos”, ressaltou o prefeito ao lembrar que as obras financiadas não serão prejudicadas nem as que estão em andamento, como a reforma do Centro Cultural e da praça ao lado, a creche do Nias, além do próprio Nias. “O restante será destinado para manter as contas em dia. Não é uma medida eleitoreira. Estamos fazendo o que a cidade precisa”, reforçou Carlos Nelson. A folha de pagamento da Prefeitura de Mogi Mirim gira em torno de R$ 8 milhões chegando a R$ 11 milhões com encargos.

 

Previous post

Dia das Mães: maternidade em tempo de quarentena

Next post

Editorial: Para inglês ver?