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Moradores voltam a cobrar asfalto de rua

O bairro nem é tão antigo, mas enfrenta um velho problema: a falta de pavimentação em três vias

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Os moradores da Rua Ângela Armani de Oliveira, no Guaçu Parque Real, estão se sentindo abandonados pela Prefeitura, segundo João Batista Guimarães. Isso porque, a rua do bairro onde ele mora nunca foi asfaltada, o que gera transtornos aos residentes dos prédios e casas ali existentes. “Já fizemos abaixo-assinado e ninguém toma providência nenhuma para nós”, relatou Guimarães.

Maria Cecília Coelho, que reside em um dos prédios da rua desde 2017, contou que quando comprou o imóvel a construtora informou que já havia acertado toda a questão do asfalto com a Prefeitura. “Comprei meu apartamento em outubro com a promessa de que a rua seria asfaltada em dezembro daquele ano e até hoje nada”, lamentou. A moradora ainda compartilhou que é difícil viver em uma rua sem asfalto. “Toda vez que vou lavar o meu banheiro sai aquela terra”. O pó também piora o problema de asma que Maria Cecília tem. “Essa poeira contribui com a minha falta de ar e meus netos sempre tomam antialérgico quando ficam em casa”, completou.

Os moradores disseram que já procuraram a Prefeitura por diversas vezes. “Já fizemos mais de um abaixo-assinado, já entregamos fotos e vídeos, mas sempre recebemos uma desculpa como resposta”, enfatizou a moradora que também pontuou que a rua sem asfalto não tem guia nem bueiros, o que causa possas d’água em dias de chuva. “A água fica empossada e parada por dias, sem contar o lamaçal”.

Maria Cecília ressaltou ter outra preocupação com relação a rua de sua casa. De acordo com ela, os proprietários de terrenos baldios não fazem a limpeza de suas áreas, aumentando a quantidade de pernilongos e animais peçonhentos no local. “Eu já peguei quatro escorpiões e aranhas”.

O medo fica por conta das crianças que costumam brincar por ali. “A gente tem que trancar tudo e fechar todas as portas”, relatou a moradora que enfatizou que todos os moradores comunicam a SSM (Secretaria de Serviços Municipais), que notifica os proprietários. No entanto, ninguém comparece para fazer a limpeza.

 

Outro lado

O secretário da SOV (Secretaria de Obras e Viação), Salvador Franceli, alegou que a Rua Ângela Armani de Oliveira nunca foi asfaltada por falta de verba. Outras duas vias do bairro também se encontram na mesma situação. De acordo com Franceli, a pavimentação foi sendo feita no loteamento aos poucos, sendo que faltou dinheiro para completar as ruas que continuam com o chão batido. Ciente do problema, o secretário informou que uma possível forma de asfaltar a rua é com um PCM (Plano Comunitário de Melhoramento). “Estou estudando a elaboração de um PCM para o local”.

No entanto, o PCM envolve cobrar dos moradores, se todos concordarem, o valor usado para realizar a pavimentação. “É uma forma, já que não temos recurso”. Com relação à limpeza dos terrenos particulares, a assessoria de imprensa da Prefeitura esclareceu que a SSM conta com uma equipe de fiscalização de terrenos e também atende a reclamações dos moradores. O proprietário é notificado e tem 10 dias para realizar a limpeza do local.

Caso isto não seja feito, a multa é aplicada quando o proprietário da área insiste em não realizar a limpeza, sendo que o valor varia de acordo com a metragem do terreno.

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