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Motoboys: categoria reforça medidas de higienização

Com restaurantes fechados e ordem para que as pessoas fiquem em casa, os motoboys vêm ganhando protagonismo

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O atual período de quarentena mudou a rotina de trabalho dos motoboys. Ao contrário do que está acontecendo com muitos setores, a demanda de serviço da categoria aumentou em meio a crise.  O que significa que, consequentemente, os motoboys também estão tendo mais rendimento financeiro. Com as pessoas ficando mais tempo em casa, os pedidos dos restaurantes, pizzarias e farmácias, por exemplo, aumentaram.

Motoboys que atuam em Mogi Guaçu, Mogi Mirim e Estiva Gerbi, e que pertencem a dois grupos da categoria, o Cachorro Lokko de Mogi Guaçu e o Profissão Perigo de Mogi Mirim, conversaram com a Gazeta e relataram como o novo coronavírus está afetando a vida profissional deles. O motoboy Ronei Henrique, que trabalha com entregas de lanche e de autopeças, disse que sua demanda de serviço aumentou de 80 a 90%, o que deve gerar um crescimento em seu rendimento de cerca de 30% no final deste mês. “Além do ramo da alimentação, muitas oficinas mecânicas que estão trabalhando com as portas fechadas estão fazendo pedidos de peças”.

Willy Fabri Guerra também relatou que teve um aumento no trabalho de 70% com as entregas que faz de refeições e, principalmente, de medicamentos para uma farmácia de manipulação. “Os pedidos de álcool em gel e de remédios cresceram bastante e muitos entregas são para idosos”, observou.

Apesar do aumento da demanda, os motoboys disseram que não estão cobrando a mais por seus serviços, mantendo aos seus clientes o preço que costumam cobrar por dia, além da taxa de entrega. “Muitos estabelecimentos comerciais que não trabalhavam com delivery passaram a aderir ao serviço por conta da necessidade de ter uma fonte de renda”, explicou o grupo. Apesar de estarem tendo um crescimento em meio à crise, os profissionais da entrega esperam que a pandemia passe o mais rápido possível. Isso porque, eles temem os riscos aos quais se submetem todos os dias estando na rua e em contato com diversas pessoas.

Por essa razão, todos informaram que estão tendo medidas de higiene com o objetivo de combater a contaminação pela Covid-19, como a utilização de álcool em gel, que é feita a cada entrega, a utilização de luvas e de máscaras, quando necessário, a utilização de plástico filme nas máquinas de cartão de crédito, que também são higienizadas com álcool em gel, e a consciência de manter uma distância segura do cliente final. Além disso, todos procuram realizar a entrega o mais rápido possível para evitar qualquer tipo de contato.

Ronei disse que muitos clientes preferem pegar com as próprias mãos o produto que pediu. “A gente apenas abre a bolsa e o próprio cliente pega de dentro da bolsa o pedido dele”. Em outros casos, clientes pagam o pedido de forma online e pedem para que a entrega seja feita pela grade do portão, ou seja, deixada para ser pega assim que o motoboy for embora, tudo para evitar ao máximo uma aproximação.

Rotina

Quando terminam o expediente, todos procuram manter a limpeza dos veículos e dos capacetes. “Chego em casa e antes de entrar, lavo a minha moto com desinfetante”, relatou Gustavo Diego. Já Ronei pontuou que costuma usar água com água sanitária para limpar o capacete. Chateados em ver a cidade mais parada e com todo o comércio e escolas fechadas, os motoboys têm se esforçado para garantir a saúde deles e de suas famílias, além de todos os clientes. “Apesar de estarmos trabalhando mais, nós também temos medo e insegurança”, disse Ronei.

Gustavo Diego lembrou que, por conta do isolamento social, eles também ficam mais vulneráveis a tentativas de roubo. “As ruas estão mais vazias, principalmente à noite”. O grupo finalizou dizendo que espera que a crise do coronavírus sirva para a categoria ser mais valorizada e respeitada pela população. “Realizamos um serviço essencial. Se não fossem os motoboys e motofretistas, o país estava bem mais parado, muitas pessoas não iriam comer ou receber remédios em suas casas”, enfatizou Ronei.

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