Home»Destaque na Home»Motoristas aguardam plano de trabalho na frente do Paço Municipal

Motoristas aguardam plano de trabalho na frente do Paço Municipal

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Motoristas e monitores que prestam serviço para a Prefeitura de Mogi Guaçu com o transporte escolar decidiram não sair de frente do Paço Municipal. Eles estacionaram seus veículos no local às cinco da manhã da segunda-feira (1º) e prometem sair somente quando iniciarem nova prestação de serviço ao município.

Desde a suspensão das aulas, em março, eles pedem uma solução para a Prefeitura com relação a seus contratos. Sem aulas, a prestação de serviço não é feita e, por isso, os pagamentos foram suspensos. Porém, os motoristas oferecem mão de obra, a fim de que possam voltar a receber, enquanto as aulas não são retomadas.

Após nova pressão, a Prefeitura está para apresentar um novo plano de trabalho. O vereador Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde (PL) tem sido o interlocutor entre motoristas e Prefeitura e explica sobre o plano de trabalho. “Nós tivemos reunidos na Secretaria de Negócios Jurídicos e fomos informados que o processo terá o parecer favorável para a suspensão dos contratos de trabalho dos motoristas possibilitando, assim, uma abertura para apresentação de novos planos de trabalho em virtude da pandemia”, comentou ao informar que as Secretarias de Educação e de Promoção Social, além da Apae, irão apresentar essa nova readequação do serviço.

A medida anunciada pela Prefeitura é bastante esperada pelos motoristas. Porém, eles acreditam que a solução deva demorar mais alguns dias e, mesmo assim, irão manter o protesto, como explicou o motorista Israel Mosasi Elói. “Nós estamos levando os documentos da Apae na Educação e da Educação na Apae, a fim de agilizar. Vamos continuar estacionados lá porque corremos o risco deles engavetarem novamente o assunto. Estamos esperando o início do trabalho”, ressaltou.

Esse é o segundo protesto feito pelos motoristas que fazem o transporte dos alunos da rede pública. A Prefeitura já tinha pedido um prazo de 10 dias para anunciar o que poderia ser feito para ajudar a categoria. Por isso, eles esperavam que, a partir do dia 1º de junho, estivessem em mãos com a rota do novo trabalho a ser desempenhado. O não cumprimento do prazo pela Prefeitura teve repercussão na Câmara.

O presidente do Legislativo, Rodrigo Falsetti (Cidadania), comentou que os motoristas e monitores pedem ajuda há meses e que a principal intenção é evitar demissões. E que a Prefeitura, mais uma vez, falhou. “Nós conversamos com os motoristas na segunda-feira à noite, durante a sessão. Saímos do plenário e viemos conversar com eles. A Prefeitura não cumpre com a palavra e está prejudicando toda uma categoria. Eles não querem nada de graça. Eles querem trabalhar”, enfatizou.

As Secretarias de Educação e Promoção Social estão fazendo levantamento dos endereços para que os motoristas possam fazer as entregas de cestas básicas. Já para a Apae, os motoristas fariam o transporte de alunos. Não foram dados prazos para que os novos planos de trabalho sejam apresentados aos motoristas.

Previous post

Acimg protocola ofício com medidas sanitárias para reabertura do comércio

Next post

Curtas: Tráfico de drogas e violência doméstica