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Motoristas de van entregarão cestas básicas

Acerto foi firmado com a Prefeitura na quinta-feira (4); categoria chegou a invadir o gabinete do prefeito e GCM foi acionada

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Na próxima terça-feira (9), será assinado o contrato para que os motoristas de vans escolares que prestam serviços à rede pública de ensino façam a distribuição de cestas básicas. A categoria receberá o valor de R$ 75 mil que será rateado entre todas as empresas que participaram do processo licitatório. Também devem voltar a prestar serviço à Apae. O acerto aconteceu depois de momentos de tensão na tarde de quinta-feira (4), quando a categoria invadiu o gabinete do prefeito Walter Caveanha (PTB).

A confusão começou porque, inicialmente, a Administração Municipal voltou atrás na proposta apresentada aos motoristas de vans do transporte escolar que prestam serviços à rede pública de ensino. Com isto, ao ser informada sobre a negativa frente à proposta que havia sido feita no dia anterior, a categoria se revoltou e invadiu o gabinete. O prefeito não estava no local, mas, sim, secretários e funcionários do primeiro escalão que haviam se reunido com os motoristas de vans.

A GCM (Guarda Civil Municipal) foi acionada e foi registrado Boletim de Ocorrência por invasão de área restrita. O policiamento foi reforçado também na área externa. Não houve agressão ou vandalismo. O comandante da GCM, Claudemir Adorno da Costa, explicou que o espaço do Paço Municipal é público, mas o gabinete trata-se de área restrita.  “Ocorrência apresentada junto à Polícia Civil para tomar as demais providências”, acrescentou.

Depois de acalmados os ânimos, um representante da categoria foi chamado ao gabinete e ouviu que a Prefeitura iria cumprir com a proposta inicial, praticamente a mesma que havia sido negada na reunião anterior.

Com isto, foi definido que na próxima terça-feira a categoria assinará os contratos para a entrega de cestas básicas. Com isto, a categoria se comprometeu a deixar a frente do Paço Municipal, onde estava praticamente acampada há quatro dias.

 

PREFEITURA

Através da assessoria de imprensa, a Administração Municipal informou que, de fato, o ocorrido foi que dois representantes da categoria deixaram a primeira reunião antes do término. Ou seja, quando os valores ainda estavam sendo discutidos. Com isto, foi dito à categoria que a negociação não deu certo e houve a invasão.

A Administração Municipal tomará medidas cabíveis quanto às pessoas que instigaram a invasão ao gabinete, o que, segundo a assessoria de imprensa, pode ser comprovado em vários vídeos divulgados nas redes sociais. “Agimos de forma ética e transparente, afinal estamos lidando com dinheiro público”, comentou o secretário de Comunicação Social, Paulo Henrique Tenório. Ele lembra que a Prefeitura suspendeu o pagamento a partir do momento que também deixou de receber recurso do Governo do Estado. Com isto, o novo contrato será pago com recursos próprios.

 

CONTRATO

Gasto com transporte escolar é de quase R$ 5 milhões/ano

De acordo com pregão presencial de 2019, realizado para a contratação de prestação de serviço do transporte escolar por meio de processo licitatório, o município gasta R$ 4.839.308,40 por ano. São 48 linhas e 11 empresas prestadoras de serviço, entre empresa especializada (pessoa jurídica) e autônoma (pessoa física). O serviço é prestado nas áreas rural e urbana.

O valor estimado para a licitação era de R$ 5.588.706,48, mas com o pregão o valor chegou ao do contrato atual, gerando uma economia de R$ 749.398,08. O valor pago para cada empresa ou autônomo é variado. Há empresa que recebe R$ 994 mil/ano. O valor menor de contrato é de R$ 84 mil/ano. Há contratos firmados para a operação de apenas uma linha, mas há outros para operação de até 10 linhas.

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