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Movimento e vereadores querem ouvir ao COE

Finalidade é saber em que estão sendo investidos os recursos enviados pelos governos para combate à Covid-19

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Os membros do COE (Comitê de Operações Emergenciais) em Saúde Pública foram convidados para reunião na Câmara Municipal, marcada para a próxima segunda-feira (10), às 10 horas. A decisão foi tomada em comum acordo entre um grupo de vereadores e representantes do Movimento Saída Consciente em encontro realizado na segunda-feira (3), também na Câmara.

A finalidade é saber do COE em que estão sendo investidos os recursos encaminhados pelos governos federal e estadual para o combate ao novo coronavírus. Isto porque, os membros do Movimento Saída Consciente acreditam que o município dispondo de maior número de leitos e de respiradores, ou seja, se estruturando neste sentido pode facilitar para o avanço de fases no Plano São Paulo.

Durante mais de uma hora de reunião, oito representantes de setores variados expuseram os porquês de defenderem a retomada do trabalho e, claro, reforçaram sobre a crise que a pandemia tem gerado resultando no fechamento de estabelecimentos e no desemprego.

O grupo foi ouvido pelos vereadores Rodrigo Falsetti (Cidadania), Fabio Filetti (PSDB), Natalino Tony Silva (PSDB), Jéferson Luís (PSDB) e Guilherme de Souza Campos, o Guilherme da Farmácia (Cidadania). O desfecho foi acompanhado ainda pelos vereadores Francisco Magela Inácio, o Chicão do Açougue (PTB), e Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde (PL). O vereador Elias dos Santos, o pastor Elias (PL), foi representado pelo assessor.

A pauta apresentada pelo Movimento Saída Consciente visa, ainda, o desconto aos comerciantes em geral dos dias fechados nos tributos municipais, entendendo que não haverá renúncia de receita, visto o período de pandemia. Pede ainda o funcionamento de todos os setores dentro dos protocolos. A lista de pedidos elenca a abertura de lanchonetes que atendem aos comerciantes até às 18 horas.

AJUDA

Movimento Saída Consciente pede que os vereadores pressionem os deputados

Praticamente todos os oito representantes de setores do Movimento Saída Consciente expuseram aos vereadores a situação que têm enfrentado nestes últimos 130 dias e solicitaram que pressionem os deputados estaduais para que revejam o Plano São Paulo. Afinal, todo o Estado tem seguido às recomendações colocadas pelo governo estadual.

O lojista Carlos Eduardo Ferrari reclamou da falta de representatividade do Executivo na reunião. Por sua vez, Diego Galo, proprietário de academia, reforçou que é incompreensível que atividade física não seja considerada essencial neste momento de pandemia. “Precisamos ser ouvidos. Não podemos ficar sem respostas. Não pode por quê? Que vocês (vereadores) façam essas perguntas por nós”, argumentou.

O presidente do Cerâmica Clube, Dib Antonio Filho, reforçou que todos sabem que não é momento de aglomeração tanto que pedem retomada das atividades mediante protocolos, visto que todos já estão preparados neste sentido. “É preciso empenho político de vocês, vereadores, junto à Alesp, que é quem faz pressão junto ao governo do Estado”, reforçou.

Proprietário de restaurante, Marcel Pleul comentou que tem unidades no shopping e boulevard e que o delivery não representa 1/6 do faturamento, sendo sequer possível pagar os custos. “O nosso maior movimento é aos finais de semana, e tem sido muito complicado. São mais de 130 dias sem faturamento”, exemplifica. Ele falou ainda da angustia de todas as sextas-feiras, quando o governo fala das fases do Plano São Paulo. A reunião aconteceu antes do anúncio de progressão à fase amarela, nesta sexta-feira (7).

Já Samuel Profeta de Almeida, do ramo de bar, diz ter a sensação de que as autoridades acham que o vírus está no comércio porque liberam alguns setores e mantém outros fechados. “Temos total consciência de que não iremos voltar como antes, mas de forma consciente cumprindo com protocolos”, pontuou.

PREFEITURA

A assessoria de imprensa da Prefeitura observou que as informações quanto à aplicação de recursos são públicas e constam do portal da transparência e que, portanto, a Administração Municipal não deixa de prestar esclarecimentos dos fatos. E que o COE prestará todas as informações necessárias.

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