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“Não fomos priorizados”, dizem moradores

Os constantes alagamentos e as diversas promessas feitas para resolver o problema causaram revolta nos moradores

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Termina ano e começa um novo e o problema não muda. Basta armar tempo de chuva para que o medo se instale em vários moradores do Jardim Santa Terezinha I e Santa Cecília. O último alagamento ocorreu no domingo (12), mas o temor continua, principalmente quando a previsão registra novas possibilidades de chuva e até de temporal.

Na quinta-feira (16), a Gazeta esteve no Santa Cecília e visitou diversas residências que são constantemente invadidas pela água da chuva. O relato das moradoras é triste e desanimador, principalmente porque elas nem acreditam mais que qualquer melhoria ainda possa ser feita no bairro.

Sueli de Lima mora no bairro há 23 anos e já perdeu as contas de quantas vezes teve a casa alagada e o quanto de móveis perdeu. Mas não esquece do encontro que teve com o prefeito Walter Caveanha (PTB) no ano passado, quando o bairro novamente sofreu com os alagamentos. À época, ela foi atendida pelo chefe do Executivo e ouviu promessas. “Fui lá com o vereador Natalino e ele afirmou que tinha em caixa R$ 800 mil para resolver o problema e que um projeto seria feito e cadê?”, questionou a moradora que também destacou que a situação tem piorado. “Agora não precisa chover muito e a gente já tem que sair correndo e levantando o que dá para não perder nada”, contou ao mostrar que instalou uma barreira de madeira na entrada da sala de sua casa na tentativa de conter a água.

Enquanto a reportagem conversava com Sueli, outras vizinhas entraram na residência e não economizaram nas críticas à Administração Municipal. Maria das Graças mora há 20 anos no bairro e Maria Aparecida Paiva há 14, mas colecionam histórias tristes por conta dos alagamentos. “É muito triste você ver sua casa cheia de água e quando passa carro na rua é pior ainda”, relata Maria das Graças.

Elas comentaram sobre as obras do corredor de ônibus e disseram não entender o motivo de o prefeito ter autorizado essa obra sem antes resolver o problema do alagamento, que foi uma promessa feita. “O pessoal da Prefeitura fez reunião no salão da igreja para falar sobre o projeto e que a obra iria começar, mas nada que falam acontece. E a gente fica vendo aquela obra do corredor acontecendo e para que aquilo. Nós não fomos priorizados pelo prefeito”, ressaltou Sueli.

Quem também disse que não acredita mais nas promessas é a moradora Aparecida Barbosa, que também viu seu quintal encher de água no último domingo. Só não entrou na casa por conta de uma comporta de vidro que ela instalou nas portas da sala e da cozinha. “Fico indignada porque ninguém resolve e a gente fica vendo aquela obra do corredor. É pura política. Pago meu imposto em dia e não tenho nenhum retorno da Prefeitura”, salientou.

Até quem mora a menos tempo no Santa Cecília está indignado com a morosidade da Prefeitura em resolver o problema dos alagamentos dos bairros. O casal Daniela e Marcos Vasconcelos levaram um susto ao ver a água da chuva chegar no portão e assistir alguns vizinhos com água dentro de casa. “Tenho duas crianças pequenas e você passa por uma situação dessa é desesperador. Dá medo de chover e entrar na casa, pois nos vizinhos a água entrou”, comentou Daniela.

As moradores relataram que já perderam móveis, como colchão, guarda-roupa e mesa, mas afirmaram que o emocional é o mais afetado, pois não dormem em período de chuva e vivem com medo. “Eu saio e vejo que o tempo está mudando volto embora por que e se a água entrar novamente, o que vou fazer?”, questionou Sueli que ainda emendou que, para ela, os alagamentos nos bairros ainda não foram resolvidos porque a região é periférica. “Aqui não dá voto. Aqui mora pobre”, ressaltou.

 

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