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O Natal tem que ser vivido o ano inteiro

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“A festa que nós comemoramos tem um sinal interessante porque marca o nascimento da Palavra de Deus que se encarnou. A gente lê no Evangelho de São João que a Palavra de Deus, Jesus Cristo, se encarnou e veio morar entre nós. Este evento é muito importante e muito grandioso”, comenta o padre João Paulo Ferreira Ielo em relação ao Natal, quando questionado sobre o que representa esta data para os católicos.

O padre explica que o presépio resume um aspecto do Natal porque remete à primeira vinda: Jesus nasceu, encarnou e se fez humano. Ou seja, Ele assumiu nossa fraqueza para dizer que nós temos vida que continua na comunhão perfeita com Deus. “O grande desafio hoje é para que não se esqueça do Menino Jesus ao longo do ano”, destaca pontuando que o presépio lembra a criação e a salvação.

João Paulo relata que é fácil dizer que Jesus é Deus, mas é preciso ver Deus todo poderoso na carne de Jesus. “Ao longo do tempo precisamos ver Jesus na carne dos que mais sofrem: idosos, pobres, andarilhos e vítimas de violência”, argumenta ao lembrar que a festa da encarnação do verbo é um grande mistério de amor porque Deus assumiu uma carne e nem sempre conseguimos contemplá-lo na carne humana. “Não é panteísmo, mas é ver no semelhante àquele que nos dá a graça de ser divino”, justifica.

O religioso comenta que não é apenas preparar o presépio, mas fazer parte dele ao lembrar o amor que vai visitar sempre. “Celebrar a festa do Natal é tudo isso. O Natal luz é bonito, mas é mais bonito que eu seja a luz na vida do meu irmão o ano inteiro”, compara ao frisar que o mistério do Natal tem que ser vivido o ano inteiro. E provoca uma reflexão, ou seja, a de que nem sempre conseguimos imaginar que o Menino Jesus, aquele filho que a virgem Maria cuidou e com o qual ela teve que correr para o Egito, é aquele que depois nós vamos ver na cruz. “Parece que conseguimos dissociar o Menino do crucificado. O Menino que depois se torna eucaristia. O Menino que assumiu a carne humana e depois ressuscita. O mistério do Cristo que nasce e deve ser vivificado o ano inteiro”, reforça. Para João Paulo, a data nos faz questionar neste sentido e nos levar ao abraço fraterno que é preciso oferecer e receber nestes dias de Natal.

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