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Oposição acusa Prefeitura de usar UPA

Anúncio da reabertura da unidade do Jardim Santa Marta no dia 15 de outubro repercutiu na Câmara Municipal

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Os vereadores da oposição estavam afiados na sessão da última segunda-feira (14), quando o principal assunto debatido entre eles foi a reabertura da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Santa Marta. Na semana passada, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Comunicação Social, informou que a unidade será reaberta no dia 15 de outubro. Por isso, está em andamento processo licitatório para a contratação dos profissionais que irão atuar no local.

A UPA está sem atendimento desde 2014, sendo que a Prefeitura deu vários prazos para a retomada dos atendimentos, mas nenhum deles foi concretizado. A UPA do Jardim Santa Marta foi inaugurada em 2012, mas em fevereiro de 2014 um vendaval destelhou o imóvel, quando os atendimentos foram transferidos para o Jardim Novo II, no PPA (Posto de Pronto Atendimento). A reforma foi cobrada por moradores e vereadores, porque o local ficou dois anos sem nenhuma melhoria. A reforma foi iniciada em abril de 2016 e concluída em junho de 2017. Mas, apesar disso, seguiu fechada voltando a gerar cobranças, inclusive na Câmara.

O município também perdeu a verba de custeio da unidade que era repassada pelo Ministério da Saúde no valor de R$ 175 mil por não cumprir o prazo para o retorno da unidade ao prédio de origem. Desde então, a cobrança para o retorno dos atendimento no Jardim Santa Marta só veio aumentando. A Prefeitura chegou a prometer a reabertura para março e depois para abril desse ano e esse foi um dos destaques do discurso do vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (Cidadania). “Espero que eles cumpram desta vez com a palavra dada, porque a população daquela região espera há anos a reabertura. Uma promessa que o prefeito fez em sua campanha à reeleição em 2016, quando prometeu a reabertura em dezembro daquele ano e nada aconteceu. Espero que cumpram a palavra”, destacou.

Já os vereador Jéferson Luís da Silva e Natalino Tony Silva, ambos do PSDB, subiram o tom e acusaram a Prefeitura de usar a UPA como projeto eleitoral, uma vez que o vice-prefeito Daniel Rossi (PL) é pré-candidato do grupo de situação. Para Natalino, a gestão pública deve ser voltada para a população e não para atender aos interesses próprios. “Agora, em véspera de eleição, estão fazendo obras e obras que poderiam ter feito antes. Obra em véspera de eleição é eleitoreira e no caso da UPA não cumpriram os prazos dados. A UPA ficará para o próximo prefeito resolver, porque tenho certeza que irão fazer apenas um paliativo somente para poder liberar agora em véspera de eleição”, criticou.

Jéferson Luís observou que desde o início do ano a justificativa da Prefeitura era de que o município não dispunha de recursos para a reabertura da UPA do Jardim Santa Marta. Mesmo assim, dois prazos foram dados para a retomada dos serviços e não cumpridos. “A UPA não é mérito de ninguém. São mais de seis anos de unidade fechada. No orçamento de 2021 não foram destinados recursos para a UPA e irá prejudicar e muito o próximo prefeito. Não inaugurou até agora porque a desculpa era de que não tinha dinheiro, mas na véspera de eleição vai inaugurar, vai embora e deixar a conta para o próximo prefeito”, ressaltou.

O vereador Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde (PL), lembrou que a UPA não foi aberta no início do ano por conta da pandemia, pois a unidade foi credenciada como hospital de campanha. Para ele, a reabertura atende aos pedidos dos vereadores, que há anos vêm fazendo a cobrança. “O prefeito sempre argumentou a dificuldade financeira, depois teve a pandemia e o hospital de campanha. Agora, colocou-se uma data para reabertura e não deixa de ser uma resposta a um pedido que nós, vereadores, sempre fizemos. Não é momento de olhar para a questão política, mas, sim, para o povo”. A Gazeta entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, mas não houve retorno sobre as críticas feitas na Câmara.

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