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Período de isolamento registra aumento de casos

Viaturas da Guarda Civil Municipal estão atendendo as ocorrências

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Desde que as medidas de isolamento social foram adotadas pelo Governo Paulista para combater o novo coronavírus, os casos de violência contra a mulher têm registrado aumento. Um relatório divulgado no último dia 20 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBDP) aponta um crescimento de 44,9 % para violência doméstica em todo o Estado de São Paulo, o que significa que o total de socorros prestados passou de 6.775 para 9.817, na comparação entre março de 2019 e março de 2020.

A porcentagem foi calculada com base nos atendimentos realizados pela Polícia Militar. O relatório ainda mostra que a quantidade de feminicídios também subiu no Estado, passando de 13 para 19 casos neste mesmo período de pandemia. O Núcleo de Gênero e do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim) do Ministério Público de São Paulo também fez uma pesquisa e constatou que as mulheres estão sendo mais vítimas de violência neste período de quarentena. Para se ter uma ideia, em março deste ano, quando o isolamento social teve início, foram 2.500 medidas protetivas foram decretadas contra 1.934 de fevereiro.

Em Mogi Guaçu, o comandante da Guarda Civil Municipal e secretário interino de Segurança, Claudemir Adorno da Costa, confirmou que as solicitações sobre violência contra a mulher feitas no 153 aumentaram. “Estamos atendendo todos os chamados e nós notamos que o índice está sendo bem maior do que em tempos normais”, pontuou o comandante que ainda disse não saber se o crescimento realmente está ligado à quarentena, mas tudo leva a crer que sim. “Nós estávamos acostumados a atender cerca de 10 solicitações por mês, sendo que, em apenas uma semana, nós atendemos sete chamados”, informou Adorno.

O comandante ainda esclareceu que toda a mulher que for agredida precisa chamar por socorro imediato. “A GCM deve ser acionada na mesma hora ou dia em que a vítima for agredida. Já as mulheres que foram agredidas em datas anteriores, o recomendado é que elas procurem a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para o registro do Boletim de Ocorrência”.

Isso porque, Adorno explicou que em muitos casos, a GCM recebe ligações de mulheres que foram agredidas em dias anteriores. Nos casos em que a vítima solicita por socorro imediato e que o agressor é localizado e detido, a GCM encaminha os dois para realização de laudo médico e depois para a DDM, onde o B.O. será registrado e a autoridade policial analisará se o agressor será autuado ou não em flagrante. Se o agressor não for localizado, a GCM providencia o atendimento médico para a vítima na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Novo II ou na Santa Casa. “Neste caso, os dados são apresentados via ofício junto à DDM”.

Vale lembrar que por conta da pandemia, o atendimento nas delegacias mudou, sendo que a maioria dos registros deve ser feito de forma online no endereço www.delegaciaeletronica.policiacivil.sp.gov.br. Adorno analisou que, durante o período da quarentena, muitas mulheres vítimas de violência vão precisar ainda mais da ajuda de suas famílias, até mesmo para poder sair de casa e ter para onde ir. “Porém, é uma situação complicada e muda de família para família”, finalizou o comandante.

As denúncias contra a violência doméstica podem ser feitas no 180, no 153 da GCM e também no 190 da Polícia Militar. Além disso, a GCM de Mogi Guaçu conta com um número de WhatsApp, o (19) 99776-4477 que também recebe denúncias e chamados.

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