Home»Cidade»Plano São Paulo: Município avalia que análise possa estar equivocada

Plano São Paulo: Município avalia que análise possa estar equivocada

0
Shares
Pinterest WhatsApp

O fato de o DRS XIV (Departamento Regional de Saúde) de São João da Boa Vista ter retrocedido à fase laranja do Plano São Paulo é vista com cautela pela Secretaria Municipal de Saúde de Mogi Guaçu. Isto porque, a responsável pelo órgão, Clara Alice Franco de Almeida Carvalho, acredita que possa ter ocorrido falha por parte do Estado na análise dos dados, considerando que há regiões com índices piores e que seguiram na fase amarela.

A colocação foi feita na manhã desta segunda-feira (24) em reunião do Movimento Saída Consciente com o COE (Comitê de Operações Emergenciais em Saúde Pública), na Câmara Municipal. Inclusive uma cópia do mapa estadual foi usada como exemplo, mostrando o percentual da ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em todos os Regionais de Saúde, segundo dados do último dia 21.

“Acredito que houve erro na conta do Estado porque, depois comparando com outras regionais, comparamos com todas do Estado de São Paulo, tínhamos 28 % no dia 18 e dia 21, nós passamos para 51%. Piracicaba 59%, Campinas 62%, Ribeirão Preto 65%, Bauru 66%, tudo mais alto e continuaram na (fase) amarela, não tem lógica. A taxa de óbito é a mesma coisa. Achamos que tenha havido engano”, disse Clara sobre o percentual da ocupação de leitos de UTI.

 

Com base nestes dados, ou seja, na melhora dos percentuais, a Secretaria Municipal de Saúde se organizou para o ingresso nesta nova etapa da fase amarela. Caso, o que tenha pesado mais seja o percentual de internações de algumas cidades, a secretária frisou que estes pacientes podem ser transferidos para Mogi Guaçu que serão atendidos. “Os prefeitos de Itapira, Mogi Mirim e Mogi Guaçu se comunicaram e decidiram seguir na fase amarela. Acreditamos que o pessoal na sexta-feira (28) refaça estas contas”, comentou sobre a equipe do Governo do Estado.

Para Clara, não há lógica neste retrocesso porque os óbitos por mil habitantes também estão muito inferiores a ouras regiões do Estado, em especial Campinas e Piracicaba. Esta observação foi apresentada ao Cosem (Conselho dos Secretários Municipais de Saúde) para que repasse ao Governo do Estado.

 

PANDEMIA

Clara atentou que a Europa está vivendo outro momento porque os casos voltaram. “Estamos ainda no platô, mas ainda não estamos em decréscimo e esperamos chegar, mas não podemos trabalhar com dados isolados. Acreditamos que esta redução comece depois do dia 20 de setembro, segundo alguns estudos da Universidade Federal de Belo Horizonte. Mas, isso tudo é uma previsão”, acentua.

A secretária lembrou que, a semana passa inteira não houve nenhum óbito. E atenta que o óbito que constado boletim de domingo (23) é um caso antigo, de 24 de julho. “Às vezes o resultado dá inconclusivo e tem que ter oura mostra para confirmar ou descartar. Então, continuamos zerados, último óbito dia 12, são 10 dias sem óbito”, reforça.

 

 

ESTADO

A Gazeta questionou o Governo do Estado sobre a colocação da Secretaria Municipal de Saúde. A Secretaria de Desenvolvimento Regional, por intermédio do Secretário Marco Vinholi, esclareceu que dialoga com os prefeitos para bom entendimento das ações de combate ao coronavírus e cumprimento do Plano São Paulo.

“Os decretos e ações dos municípios precisam observar a classificação dada pelo Plano São Paulo, que foi baseada no panorama de evolução da doença e na capacidade de atendimento da saúde pública nas suas regiões. As prefeituras devem respeitar a determinação estadual”, traz a nota.

 

 

Previous post

Briga generalizada em bar tem intervenção da GCM - Veja Vídeo

Next post

SP-340: Acidente provoca quilômetros de congestionamento