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Presas têm preferência no atendimento em pronto-socorro

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Aos poucos a população guaçuana vai se acostumando a ver as presas da penitenciária feminina chegando às unidades de pronto-socorro e ‘passarem na frente’ para receber atendimento médico. Segundo a legislação, elas têm prioridade e ainda devem ficar em quartos exclusivos do SUS (Sistema Único de Saúde), ou seja, sem outros pacientes ocupando leitos ao lado. Além de provocar uma demora na fila de espera pela consulta médica, as presas também representam um gasto a mais aos caixas dos hospitais públicos, como a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia.

Nos primeiros três meses de funcionamento da unidade prisional já foram realizados 29 atendimentos, entre partos normais, cesáreas e exames de cardiotocografia, que servem para avaliar o bem-estar do feto. Foram realizados 11 partos. Nesse período, também foram 28 leitos utilizados, totalizando 142 dias de internações. Em média, cada detenta ficou cerca de cinco dias internada com escolta policial. Segundo cálculos feitos pelo diretor financeiro da Santa Casa, Sebastião dos Anjos Queiroz, os atendimentos corresponderam a um custo de R$ 70.440,58.  Deste total, o hospital recebeu apenas R$ 14.807,59 de repasse do SUS, ou seja, houve um aumento no déficit de R$ 55.632,99. “A Santa Casa não consegue mais carregar este pesado fardo sem o reconhecimento do Poder Público. Ela é santa, mas não faz milagres!”, desabafou.

Em nota encaminhada pela assessoria de imprensa da Prefeitura, no que diz respeito ao atendimento médico dado às presidiárias no PPA (Posto de Pronto Atendimento), na Zona Norte, e no Pronto Socorro do Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos”, não há dados específicos a serem apresentados. O levantamento teria de ser feito ficha por ficha.

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