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Professor é espancado até a morte em Mogi

Vítima foi surpreendida por assaltantes que invadiram sua casa na noite do último sábado (18), na Chácara Ipê, em Mogi Mirim

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Por Alair Junior

O professor José Flávio Juliani Citelli, de 74 anos, morador da Chácara Ipê, em Mogi Mirim, foi assassinado por bandidos dentro de sua residência, na madrugada de sábado (18). Ele morava na Avenida dos Jacarandás e, segundo o Boletim de Ocorrência, dois assaltantes invadiram o imóvel. Flávio ouviu o barulho e munido de uma lanterna caminhou até o quintal para verificar, quando foi surpreendido pelos criminosos.

Os homens iniciaram uma agressão física contra Citelli que não reagiu. O aposentado Luiz Gonzaga Brandão, de 83 anos, amigo que morava com a vítima contou que, após o espancamento, o aposentado foi arrastado para dentro de sua casa onde os bandidos também o renderam. Eles queiram um suposto cofre que não existe no imóvel. Enquanto revistavam os cômodos, os assassinos perceberam que o estado do professor era grave, devido à brutalidade das agressões, então, fugiram aparentemente sem levar nada. Brandão pediu por socorro e unidades da Polícia Militar e do Samu estiveram no local, mas Citelli já estava morto. O médico da equipe de resgate tentou insistentemente reanimá-lo, mas sem sucesso. Testemunhando toda situação, Brandão entrou em estado de choque e precisou ser socorrido. 
O local foi periciado pela Polícia Científica e o laudo ajudará a investigação realizada pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil que enviou investigadores para a cena do crime e já iniciou a busca por pistas para identificar os autores.   

 

Personalidade Mogimiriana

Flávio Citelli, como era mais conhecido, foi professor de Língua Portuguesa e lecionou por décadas na escola Monsenhor Nora. O corpo do aposentado foi sepultado na tarde deste domingo (19) no Cemitério da Saudade, no Tucura, Zona Norte. 

 

Semelhança

Na noite de 14 de março de 2014 o corpo do professor Pedro Benedicto Dal Rio, de 77 anos, foi encontrado dentro de sua casa na Rua Ulhoa Cintra, no Centro de Mogi Mirim. Um amigo chegou para visitá-lo e deparou-se com a cena de um crime de assassinato. O cadáver estava na sala ao lado de alguns objetos danificados e caídos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e quando a equipe de resgate chegou ao local constatou que Pedro estava morto há pelo menos três dias. A Polícia Militar isolou o local. Na mesma noite, os delegados José Antônio Carlos de Souza e Dalton David Ferreira, acompanhados por investigadores, deram início as investigações e encontraram dois bonés e um par de chinelos no corredor lateral e nos fundos do imóvel. Objetos que não pertenciam à vítima. Algumas semanas depois, os policiais civis prenderam os assassinos. Rogério Braga da Rocha e Emílio César Righi Pessoa, vulgo “Cabelo”, foram condenados a 26 anos e oito meses de prisão cada um, por esse crime. Ambos foram condenados por latrocínio (roubo seguido de morte) e estão presos até hoje. 

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