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Protesto: DIG investiga violência contra motoboys

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Em agosto deste ano, Mogi Guaçu registrou cinco roubos e 19 furtos de motos, sendo que do total de veículos furtados, 14 eram da marca Honda/CG. Os dados são da Polícia Militar e foram passados à Gazeta pelo comandante da 1ª Companhia, capitão Eduardo Jorge Marques. Ele observou que nos crimes de furto, a maioria das motos levada é de uma mesma marca.

O capitão esclareceu que isso não ocorre à toa e que as conhecidas “CGs” são o alvo preferido dos criminosos porque são veículos mais fáceis de serem ligados. “A orientação para quem tem moto, principalmente uma CG, é sempre colocar cadeados ou outros dispositivos de trava que vão prevenir e evitar a ação dos ladrões” enfatizou Marques.

Na última segunda-feira, feriado de 7 de Setembro, a questão dos roubos e furtos de motos na cidade foi levantada pelos motoboys de Mogi Guaçu, Estiva Gerbi e Mogi Mirim que trabalham com entregas em Mogi Guaçu. Segundo os profissionais da categoria, eles estão entre as vítimas destes dois tipos de crimes, sendo que, para eles, o prejuízo é ainda maior porque eles correm o risco de perder seus instrumentos de trabalho.

Preocupados com a segurança, mais de 100 motoboys se reuniram na Avenida Júlio Xavier da Silva, no Parque Cidade Nova, e iniciaram uma manifestação que percorreu as Avenidas Mogi Mirim, 9 de Abril, dos Trabalhadores e Clara Lanzi Bueno. Puxados por um carro de som, os motoboys pediram a ação da Polícia Civil, já que eles alegam que os crimes ocorridos foram praticados pelos mesmos indivíduos.

O motoboy Gabriel Vieira Neto, que trabalha com entregas há 33 anos, reforçou que a manifestação foi feita na tentativa de comover as autoridades e a população. “As pessoas que estão promovendo esses assaltos são as mesmas e nós queremos que as autoridades nos dê um retorno. A gente sai de casa para trabalhar e precisa de segurança”, reafirmou o motoboy.

Com os entregadores sendo abordados enquanto trabalham e tendo suas motos levadas, Neto alertou que, se nada for feito, a categoria vai ser obrigada a parar com as atividades. “Nós somos profissionais que têm família, tem contas para pagar e precisamos de apoio”, completou Neto.

O motoboy Daniel Mossignato de Mogi Mirim contou que já passou um grande susto quando veio fazer uma entrega no Jardim Novo. “Dois rapazes em uma moto preta tentaram me abordar. Eu entrei no estacionamento de um supermercado e depois fugi pela contramão para conseguir despistar eles”, compartilhou.

Já o motoboy João Paulo Amorim Adorno não teve a mesma sorte e teve a moto furtada no Jardim Ipê Pinheiro. “Minha moto era parcelada em 48 vezes e eu não tenho como pagar”, contou Adorno.

O motoboy Ronei Henrique dos Santos também relatou que um de seus colegas foi abordado por dois indivíduos armados, no Parque Residencial Ypê Amarelo. “Eles colocaram a arma na cabeça dele e levaram a moto e o celular dele. A gente precisa de segurança para atender as pessoas”, pontuou Ronei.

 

Investigação

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) está investigando os casos de roubo de moto ocorridos nos últimos dias na cidade, sendo que motoboys que trabalham com entregas estão entre as vítimas do crime. O delegado seccional José Antônio de Souza informou que a delegada Edna Elvira Salgado Martins e toda a equipe estão empenhados na questão. Ele reforçou que também está acompanhando de perto o trabalho.

 Já o comandante da Guarda Civil Municipal e secretário de Segurança, Claudemir Adorno da Costa, disse que a equipe de GAM (Grupo de Apoio com Motos) da GCM iniciou, na última quarta-feira (9), uma série de abordagens a motos suspeitas, sendo que mais de 10 veículos foram averiguados neste primeiro dia.

Adorno disse que os crimes de furto e de roubo a motos acontecem nos quatro cantos da cidade. Não tendo um bairro ou região específica onde os casos acontecem fica difícil ordenar um aumento no policiamento. “Em casos assim agimos de acordo com as solicitações e a guarda está à disposição para atender solicitações de qualquer pessoa suspeita”, pontuou o comandante.

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