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PT e PSOL confirmam disputa ao Executivo

Marcelo Samuel da Costa e Victor Alves formam a chapa majoritária e se apresentam como pré-candidatos da esquerda

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O PSOL de Mogi Guaçu fechou aliança com o PT e vai indicar o candidato a vice-prefeito que tem como cabeça de chapa o bancário Marcelo Samuel da Costa, 43 anos. O professor Victor Alves, de 22 anos, foi o escolhido como pré-candidato a vice-prefeito na disputa pela Prefeitura. Em janeiro desse ano, o PSOL havia confirmado a pré-candidatura a prefeito de Victor Alves. Porém, uma proximidade entre integrantes dos dois grupos mudou os planos e, agora, PT e PSOL irão caminhar juntos visando o pleito do dia 15 de novembro. “Houve uma proximidade entre os filiados e depois essa proposta foi para avaliação do diretório do PT. Participamos de alguns movimentos juntos na cidade e foi bem positivo”, comentou o pré-candidato a prefeito Marcelo Samuel da Costa.

Para Victor, a boa relação entre os membros das duas siglas, além da mesma posição com relação aos objetivos de campanha e da Administração Municipal uniram os partidos. “Já faz um tempo que temos uma boa relação, além dos aspectos ideológicos parecidos. Resolvemos por essa união”, explicou Victor. Os pré-candidatos se apresentam como uma opção na disputa pelo Executivo e confirmam a posição de esquerda. “Não só no campo progressista, mas com pensamento de esquerda, de inclusão, que a Administração Municipal deve para a população”, disse o pré-candidato a prefeito.

Marcelo

O espectro político do PSOL é definido como de esquerda à extrema-esquerda, defendendo o socialismo democrático, segundo informações do próprio partido. Já o PT, desde a sua fundação, apresenta-se como um partido de esquerda que defende o socialismo como forma de organização social. “Os dois diretórios estão mais alinhados a essa frente de esquerda”, comentou o pré-candidato a vice-prefeito. Com a definição da chapa majoritária, os partidos estão adiantados com relação ao Plano de Governo que será apresentado ao eleitorado guaçuano.

Desde o início do ano, o PSOL vem trabalhando no projeto e, por isso, estudos foram feitos com relação aos problemas do município. “Temos um grupo de trabalho que tem levantado os principais problemas da cidade de diversas áreas. Um diagnóstico foi feito e desde então estamos trabalhando nesse plano de trabalho. Agora, vamos conversar com o PT para discutirmos e fechar esse plano”, informou Victor.

Marcelo da Costa ressaltou que o PT também tem um caderno de intenções, que é fruto de uma discussão feita regionalmente pelo partidos. A ideia, agora, é unir os dois materiais e finalizar o Plano de Governo da chapa. “O PT faz reuniões regionalizadas entre os diretórios e vários assuntos foram discutidos, como saúde, privatizações e temos um caderno de intenções e pretendemos tirar os nove eixos que a gente considera mais importantes para a cidade. Vamos tirar nossas ideias e juntar com as do PSOL, porque eles fizeram um bom trabalho”, ressaltou ao observar que até o final da primeira quinzena de agosto o Plano de Governo estará concluído.

Victor

Temas como bilhete único, agricultura familiar para a merenda escolar, resíduos sólidos e mobilidade urbana estarão no Plano de Governo, como adiantou o pré-candidato a prefeito Marcelo da Costa ao comentar que tem acompanhado as obras de mobilidade urbana que estão em andamento na cidade, algumas paradas por problema de contrato. “Eu tive o cuidado de olhar a obra (corredor de ônibus) e acho que hoje já impacta negativamente para a mobilidade urbana. Aquela obra só se justificaria pelo tamanho se fosse uma VLT de pequeno porte”, opinou. O VLT é um meio de transporte coletivo que causa menos impactos ambientais que os mais comuns. É uma composição ferroviária com trilhos de superfície que precisa de energia elétrica.

 

Câmara

O PT pretende ter uma chapa completa para a disputa das vagas da Câmara Municipal. “O PT tem oito candidatos definidos até o momento, podendo chegar a 12 ou a 17, mas algumas questões estão sendo verificadas”, comentou o pré-candidato a prefeito.

O PSOL tinha como objetivo emplacar uma candidatura coletiva para a Câmara Municipal. Porém, por conta da legislação eleitoral, a proposta foi abortada e a sigla estuda ainda a questão. “A questão do Legislativo ainda não está definida, porque nossa meta era termos um mandato coletivo. Talvez, a gente venha com uma candidatura mais tradicional ou abrir mão para ajudar os candidatos do PT”, finalizou Victor.

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