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Quarentena: flexibilização era esperada para o interior

Governo prorroga quarentena até 31 de maio para conter novo coronavírus e evitar colapso na saúde

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O governador João Doria (PSDB) confirmou nesta sexta-feira (8) que a possibilidade de flexibilização da quarentena está suspensa em todos os 645 municípios paulistas até o final deste mês. A prorrogação se deve ao ritmo acelerado de contágio do coronavírus e o aumento crítico no total de infectados e de mortes, com risco iminente de colapso no sistema de saúde. A medida caiu como uma bomba para o comércio que fechou as portas no dia 23 de março e aguardava por novas medidas.

“A Acimg só tem a lamentar porque não concorda com esta decisão. Entendemos que a saúde tem ser posta em primeiro lugar, mas o interior do Estado vive uma situação diferente da enfrentada pela capital e região metropolitana”, justifica o superintendente da Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu, Adenilson Junior dos Reis. A instituição, juntamente com a Prefeitura, estava preparando a flexibilização e seguindo as colocações feitas pela área de saúde sobre uso de álcool em gel, máscara e distanciamento.

Adenilson lembra que em 31 de abril a Facesp havia apresentado um plano solicitando o retorno das atividades e, agora, certamente está estudando uma nova investida. “Dados estatísticos mostram que teremos 50% de queda nas vendas deste Dia das Mães em relação ao ano passado”, comenta. Ele pontua que a situação é um problema para a indústria também que fica com os estoques abarrotados e a demissão começa a ser uma realidade. “Nós tentamos tudo o que podíamos”, destaca.

 

DADOS

A assessoria de imprensa do Governo do Estado aponta que modelo matemático do Centro de Contingência aponta que o isolamento social em todo o Estado de São Paulo evitou mais de 40 mil mortes desde o dia 24 de março. Porém, a alta taxa de ocupação de leitos em hospitais é o principal gargalo que exige a manutenção da quarentena.

Na região metropolitana da capital, a taxa de ocupação de leitos para pacientes de coronavírus é de 89,6% em UTI e 74,9% em enfermaria, enquanto os índices estaduais ficam em 70,5% e 51,3%, respectivamente. Para que São Paulo possa sair da quarentena sem colocar o sistema de saúde em risco, os índices de ocupação hospitalar por Covid-19 precisam ficar abaixo de 60%.

Quanto maior o tempo em que a taxa de distanciamento ficar abaixo de 55%, mais longa será a necessidade de manutenção da quarentena. Caso as taxas subam, a flexibilização para reabertura de atividades não essenciais poderá ser adotada em junho. A taxa de isolamento em Mogi Guaçu tem se mantido, nos últimos dias, abaixo dos 50%.

Movimento

Basta um giro pela região central para observar que a quarentena ganhou novos traços. As lojas não estão abrindo totalmente, mas as portas estão semiabertas, muitas “barrando” o acesso com mesinhas ou cadeiras. Com isto, poucas lojas têm mantido o fechamento total.

Na tarde de ontem (8) era grande o movimento até mesmo de veículos e quase não havia vagas para estacionamento. O shopping e os boulevards estão oferecendo o sistema de drive-thru, aquele que possibilita a escolha do produto por WhatsApp e a retirada com hora marcada sem acesso ao interior da loja. A medida é a mesma adotada em shoppings paulistanos. E, claro, por muitas lojas de rua como forma de minimizar o prejuízo.

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