Home»Caderno Multi»Rede municipal opta por distribuir material didático

Rede municipal opta por distribuir material didático

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Os alunos da rede municipal de ensino começarão a receber material didático (Ler e Escrever, Emai e São Paulo Faz Escola). A distribuição será feita diretamente pelas Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental) que irão comunicar aos pais os dias e horários para a retirada. A finalidade é oferecer um apoio extra aos alunos e pais neste período de quarentena.

“Já se completaram seis semanas desta nova etapa de ensino para professores, alunos e, principalmente, para os pais”, observa o supervisor de ensino da Educação, Paulo Paliari. O educador comenta que as famílias que têm o hábito de acompanhar a vida escolar dos filhos têm menos dificuldades nesta nova etapa.

Com a entrega do material, Paulo explica que o conteúdo estará inserido nas próximas rotinas. Neste momento, ele voltou a frisar a importância de que não haja o rompimento do vínculo com a leitura e a escrita. Por isso, das dicas de leituras e demais atividades sem que necessariamente haja o ensino de novo conteúdo.

Paulo comenta que, de fato, há alguns relatos sobre a dificuldade de imprimir material, mas explica que não há esta necessidade, porque tudo deve ser registrado no caderno que, na volta às aulas presenciais, será apresentado para a professora. “A cada rotina, há um enunciado que explica o que precisa ser feito. Nem se trata de copiar texto, às vezes é para a criança criar um novo final para aquela história, por exemplo. Mas é preciso atenção ao ler”, acentua. Isto porque, justifica que tudo foi pensando para que não houvesse maiores dificuldades para os pais.

Com isto, do 1º ao 5 º ano, não há a entrega de um produto final, mas a criação de mecanismo para fazer as atividades e tê-las no caderno para avaliar o que fizeram neste período. Já, do 6º ao 9º anos, os alunos recebem desafios a cada semana, por exemplo, fazer experiência ou criar um vídeo. “Tudo devolvido online para o professor”, detalha Paulo. Com isto, reforça que todas as atividades colocadas podem ser realizadas sem a necessidade de imprimir.

A rede municipal de ensino soma 17 mil alunos, incluindo a educação infantil e o ensino fundamental I e II.

GERAL

MEC homologa diretrizes para ensino durante pandemia

 Da Redação

O MEC (Ministério da Educação) homologou um conjunto de diretrizes do CNE (Conselho Nacional de Educação) que orienta as escolas da educação básica e instituições de ensino superior durante a pandemia do coronavírus. A reorganização dos calendários é de responsabilidade dos sistemas de ensino.

O documento sugere que os entes busquem alternativas para minimizar a necessidade de reposição presencial de dias letivos, a fim de permitir que seja mantido um fluxo de atividades escolares aos estudantes enquanto durar a situação de emergência.

O texto autorizou os sistemas de ensino a computar atividades não presenciais para cumprimento de carga horária de acordo com deliberação própria de cada sistema. O CNE listou uma série de atividades não presenciais que podem ser utilizadas pelas redes de ensino durante a pandemia, entre as quais, vídeo aulas, plataformas virtuais, redes sociais, programas de televisão ou rádio, material didático impresso e entregue aos pais ou responsáveis são algumas das alternativas sugeridas.

Para pensar em soluções eficientes, evitar aumento das desigualdades, da evasão e da repetência, o Conselho recomenda que as atividades sejam ofertadas desde a educação infantil, para que as famílias e os estudantes não percam o contato com a escola e não tenham retrocessos no seu desenvolvimento.

Na parte do documento que trata especificamente sobre avaliações e exames nacionais e estaduais e de instrumentos avaliativos, o MEC encaminhou o texto ao CNE para uma nova proposta.

 

RECOMENDAÇÕES

 

Educação infantil – A orientação para creche e pré-escola é que os gestores busquem uma aproximação virtual dos professores com as famílias, de modo a estreitar vínculos e fazer sugestões de atividades às crianças e aos pais e responsáveis. As soluções propostas pelas escolas e redes de ensino devem considerar que as crianças pequenas aprendem e se desenvolvem brincando prioritariamente.

 

Ensino fundamental anos iniciais – Sugere-se que as redes de ensino e escolas orientem as famílias com roteiros práticos e estruturados para acompanharem as atividades das crianças. No entanto, as soluções propostas pelas redes não devem pressupor que os “mediadores familiares” substituam a atividade do professor. As atividades não presenciais propostas devem delimitar o papel dos adultos que convivem com os alunos em casa e orientá-los a organizar uma rotina diária.

 

Ensino fundamental anos finais e ensino médio – A supervisão de um adulto para realização de atividades pode ser feita por meio de orientações e acompanhamentos com o apoio de planejamentos, metas, horários de estudo presencial ou on-line, já que nesta etapa há mais autonomia por parte dos estudantes. Neste caso, a orientação é que as atividades pedagógicas não presenciais tenham mais espaço. Entre as sugestões de atividades, está a distribuição de vídeos educativos.

 

Previous post

Martinho Prado: JSA construirá travessia por R$ 445 mil

Next post

GAZETA GUAÇUANA, 6 de junho