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Saidinha: Presos no semiaberto já foram liberados

Secretária Municipal de Segurança pede que população redobre a atenção

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Desde sexta-feira (20), aproximadamente 40 mil homens e mulheres que estão presos no regime semiaberto deixaram as prisões do Estado de São Paulo na famosa “saidinha de Natal” que deve durar até o próximo dia 2, data de retorno estabelecido para os beneficiados. As saídas temporárias estão prevista na lei de execução penal desde 1984 e vale apenas para aqueles presos que já estão em regime semiaberto, que tenham bom comportamento e cumprido determinado período mínimo da pena.

Elas ocorrem em datas comemorativas específicas como Natal, Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais. São os juízes que determinam os critérios para a saída e o retorno ao presídio. Durante o período de liberdade, o acompanhamento dos presos é responsabilidade das Secretarias de Segurança Pública que enviam listas com o nome e foto de todos os beneficiados para os comandos policiais. Pode haver visitas aleatórias nas residências dos presos, a fim de conferir as determinações. Apesar de ser concedida aos presos que tem bom comportamento, a saída temporária é um tema polêmico e desaprovado por muitas pessoas.

A secretária municipal de Segurança, Judite de Oliveira, compartilhou que é contra a medida. “Para mim, preso é preso”. Para ela, o grande risco é que apesar de serem liberados por bom comportamento, os presos oferecem grandes riscos. “Muitos deixam as prisões com missões de matar policiais e se eles não cumprem isso morrem quando voltarem aos presídios”.

Quanto à população, Judite orientou que neste período todos devem redobrar a atenção. “Não fiquem dentro do carro parado arrumando a bolsa ou falando no celular. Procure não andar sozinho e tenha muita atenção quando for entrar em casa e atender no portão”.

No caso de ver algum suspeito, a secretária disse que é necessário acionar a Guarda Civil Municipal no 153 ou a Polícia Militar no 190. “É uma medida horrível que eu esperava que o novo presidente iria barrar neste ano, mas, infelizmente, não aconteceu e todo cuidado é pouco”.

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