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Samuel Cavalcante é cassado pela Câmara

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Da Redação

O vereador de Mogi Mirim, Samuel Cavalcante (PL), teve o mandato cassado na madrugada desta quinta-feira (23), pela Câmara de Mogi Mirim. O julgamento ocorreu após a Comissão Processante do Poder Legislativo investigar o parlamentar por denúncias de “rachadinha”, isto é, apropriação de parte dos salários do próprio assessor. Formada pelos vereadores Jorge Setoguchi (PSD), Maria Helena Scudeler de Barros (MDB) e Orivaldo Magalhães (PSDB), a Comissão Processante submeteu ao plenário da Câmara Municipal um relatório que considerou procedentes as denúncias contra Samuel Cavalcante, por 2 votos a 1.

O relatório foi lido na íntegra, assim como a defesa de Samuel. Também foram exibidos em vídeo os depoimentos das testemunhas de defesa e de acusação. Em seguida, os vereadores puderam se manifestar. Fizeram uso da palavra Robertinho Tavares (PL), Maria Helena, Moacir Genuário (MDB), Magalhães, Tiago Costa (MDB) e o próprio Samuel.

Após mais de oito horas de sessão, houve a votação do pedido de cassação, aprovado por 15 votos a 1. O único voto contrário foi do vereador Magalhães, que já havia votado no relatório da Comissão Processante pela improcedência das denúncias por julgar não haver provas suficientes. Parte interessada, Samuel não teve direito a voto.

O presidente da Casa de Leis, Manoel Palomino (DEM), determinou a elaboração do decreto legislativo sobre a cassação, a ser elaborado para todos os fins de direito. Também deverá ser expedido ofício à Justiça Eleitoral.

Para a vaga de Samuel, deverá ser convocado o suplente Paulo Sergio de Souza, o Paulinho do Gás, atualmente no PTB.

 

O CASO

O vereador foi denunciado à Câmara Municipal e, posteriormente, ao Ministério Público no ano passado, por suposta prática de “rachadinha”, por Emanuel Axel Lucena da Silva. As acusações também partiram de um de seus ex-assessores: Adauto Donizeti Sebastião.

Um dos ex-assessores confirmou que era coagido a entregar parte de seu salário a pedido do parlamentar, para quitar dívidas pessoais. “Eu tinha que passar o dinheiro para quem ele [Samuel] devia”, afirmou. O ex-assessor estimou que entregou cerca de R$ 2 mil em um mês. O salário de um assessor parlamentar da Câmara de Mogi Mirim é de aproximadamente R$ 4,5 mil. O então vereador sempre negou as acusações. (Com informações do Jornal A Comarca).

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