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Sarampo: Estado amplia campanha de vacinação

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A Secretaria de Estado da Saúde ampliou para várias cidades da região metropolitana de São Paulo a imunização contra sarampo nos jovens na faixa de 15 a 29 anos, considerada mais vulnerável a infecções devido a menor procura pela segunda dose da vacina. Mogi Guaçu não tem casos suspeitos ou confirmados e, portanto, não faz parte da área de abrangência da campanha.

A enfermeira da VE (Vigilância Epidemiológica) da Secretaria Municipal de Saúde, Rosa Maria Pinto, esclareceu que as pessoas mais vulneráveis a doença são aquelas que estão na faixa etária de 29 a 49 anos que não foram imunizadas e não tiveram contato com o vírus. “As pessoas acima desta idade, viveram a epidemia da doença quando várias pessoas da família adoeciam. Então, se não ficaram doentes, tiveram o contato com o vírus”, detalha.

Por conta disso, Rosa explica que é interessante que as pessoas nesta faixa etária de 29 a 49 anos– homens e mulheres – verifiquem a situação vacinal. Caso constatem que não foram imunizadas, podem ir ao posto de saúde mais próximo de casa e tomar a vacina. O recomendado é que a faixa etária de um ano a 29 anos tenha duas doses da vacina contra sarampo, enquanto a faixa etária de 29 a 49 anos deve ter uma dose. “Muitas vezes a pessoa não tem a carteirinha de vacina, assim já faz o documento e a atualização”, explica, lembrando que o município é uma área de recomendação para vacinação contra a febre amarela.

No caso do sarampo, Rosa atenta que a cobertura vacinal no município tem sido atingida, sendo a primeira dose aplicada nas crianças ao completarem um ano de idade, quando também são imunizadas contra caxumba e rubéola, através da tríplice viral. O reforço acontece aos 15 meses com a tetraviral que acresce a esta lista de vacinas, a varicela.

rosa saudeA enfermeira atenta que o sarampo é uma doença viral aguda, muito contagiosa, sendo os principais sintomas febre, tosse, nariz escorrendo, olhos vermelhos e manchas avermelhadas na pele. “Não é uma doença simples e pode evoluir com complicações em crianças menores de cinco anos e nos adultos acima de 20 anos”, destaca. As complicações são otite, broncopneumonia, diarreia, encefalite, trabalho de parto prematuro e baixo peso ao nascer. O óbito pode acontecer pelas complicações, especialmente quando ocorre a pneumonia e encefalite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, ao tossir, falar ou espirrar. Desde o ano passado, o Brasil vem apresentando casos novos de sarampo.

 

ESTADO

O CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica Estadual) mantém o monitoramento em todo o território e, se constatada a necessidade, poderá mobilizar campanhas em outros municípios. Todas as Prefeituras devem fazer bloqueios diante de notificações de casos suspeitos, conforme diretriz do Ministério da Saúde. Em 2019, até o momento, foram confirmados 484 casos de sarampo em São Paulo. Desse total, 75% se concentram na capital, com 363 casos.

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