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Sem salário, auxiliares de limpeza param

Grupo de quatro profissionais está sem vale-cesta e ticket alimentação desde setembro do ano passado; salário ainda não foi pago

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Sem receber o salário que deveria ter sido pago no 5º dia útil e com vale-cesta e ticket alimentação atrasados desde setembro do ano passado, o grupo de auxiliares de limpeza decidiu cruzar os braços a partir desta sexta-feira (17). Elas trabalham na escola estadual “Sônica Aparecida Maximiano Bueno”, no Jardim Munhoz, e são contratadas pela Transcampos, de Campinas, empresa que presta serviços à Secretaria de Estado da Educação.

O grupo diz que, além das pendências de seus benefícios, a empresa também deixa a desejar no envio de produtos de limpeza para a unidade de ensino. “O banheiro está sendo limpo só com água. E numa escola que tem 250 alunos”, comenta Daiana Mara Ribeiro. As auxiliares se queixam da falta de posicionamento da empresa, pois não há qualquer retorno das solicitações feitas ao encarregado para que explique o que está acontecendo.

Segundo Daiana, os salários começaram a ser pagos com atraso há um ano, mas a partir de setembro elas também não receberam o vale-cesta nem o ticket refeição. O piso da categoria é de R$ 1.007,00. As funcionárias mantinham um grupo de WhastsApp, criado pelo encarregado, mas depois de cobrarem seus direitos, ele as excluiu. Esta semana, foram informadas de que o contrato da empresa com a Secretaria de Estado da Educação termina no próximo dia 1º de março.

Reclamação Falta Pagamento Funcionários Limpeza Escola Sônia Maximiano Bueno Jd MunhózzCansadas de esperar, Daiana e as colegas de trabalho Olga Aparecida de Oliveira Garcia, Rosangela Ferreira Fernandes e Priscila Rejane Brandino decidiram paralisar os serviços. Elas só retornarão ao trabalho depois de receberem os salários e terem uma resposta concreta da empresa quanto aos benefícios em atraso. A alegação da empresa é de que o Estado não repassa recursos. As auxiliares de limpeza já recorreram ao Sindicato da categoria, o Siemaco, que mantém subsede em Mogi Mirim.

Esta mesma empresa mantém auxiliares de limpeza em Mogi Mirim no prédio da Diretoria de Ensino de Mogi Mirim, na escola estadual do distrito de Martin Francisco e na “Oscar Rodrigues Alves”. Em Mogi Guaçu, “Anália de Almeida Bueno” (Parque Cidade Nova) também tem funcionárias da Transcampos. A informação é de que todos estão com os salários em atraso, mas ainda não aderiam à paralisação.

 

OUTRO LADO

A Gazeta não conseguiu contato com a Transcampos. Na sede do Siemaco, em Piracicaba, apesar dos inúmeros recados deixados, nenhum membro da diretoria retornou as ligações.

Por sua vez, a Secretaria de Estado da Educação, através da assessoria de imprensa, informou não ser verdade que há atraso do Estado à empresa Transcampos. “Todos os pagamentos estão em dia e a empresa já foi notificada pela Diretoria Regional de Ensino de Mogi Mirim, responsável pela contratação, a se regularizar”, traz a nota.

Se a empresa não cumprir o prazo estipulado para a regularização poderá sofrer sanções previstas em lei. Também não procede a informação de que o contrato se encerrará em 1º de março. O contrato prevê o serviço por mais quatro meses.

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