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Tarifa do transporte: R$ 4,90 ou zero de reajuste?

A decisão final sobre o pedido de aumento feito pela Viação Santa Cruz será do prefeito Walter Caveanha

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A decisão do prefeito Walter Caveanha (PTB) em relação ao reajuste da tarifa do transporte coletivo e urbano deve ser conhecida nos próximos dias. A Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura informou que o assunto está em discussão e em enálise. A palavra final sobre o pedido de aumento feito pela Viação Santa Cruz é do chefe do Executivo e, pelo contrato, o novo valor já deveria estar vigorando desde julho do ano passado.

A empresa pediu um reajuste de R$ 7,35 apresentando uma planilha paramétrica constando os gastos com o transporte público, como desgaste da frota, aumento do combustível e gastos com pneus. Porém, o Comutran (Conselho Municipal de Trânsito) chegou no valor de R$ 4,90.

O assunto foi amplamente discutido durante audiência pública realizada na última terça-feira (21), na Câmara Municipal. O secretário de Obras e Viação e presidente do Comutran, Salvador Franceli, conduziu a audiência e falou sobre o valor que seria apresentado ao prefeito. “Recebemos ofício da empresa pedindo um reajuste de R$ 4,50 para R$ 7,35, mas é totalmente inviável ou inimaginável que fossemos concordar com esse valor. Concederíamos um reajuste pelo IGP-M e autorizaríamos o valor de R$ 4,90 na catraca e vendas antecipadas a R$ 4,80”, explicou o secretário.

Franceli voltou a falar que a maior dificuldade é com relação ao alto número de passageiros que não pagam pelo transporte público. Segundo ele, a gratuidade chega a ser superior a 50% do número total de passageiros. “Se fossemos reconhecer o contrato, a tarifa hoje seria de R$ 7,35, pois a tarifa não é R$ 4,50, mas sim de R$ 2,27 por conta dos 51% de gratuidade. É muita coisa, pois mais da metade dos passageiros não pagam”, informou.

De acordo com Franceli, essa situação só seria resolvida com uma nova concorrência pública do transporte que já deve prever alterações na questão das gratuidades. Como não conseguiu concluir sozinho o edital para a concorrência pública, o secretário informou que irá contratar uma empresa que ficará responsável por fazer um estudo referente ao transporte público. “Fiquei vários meses pesquisando e fiz um edital e dei algumas sugestões para limitar a questão da gratuidade, mas não consegui concluir devido aos vários entraves e, por isso, vamos contratar uma empresa”.

E foi essa a maior cobrança que o secretário ouviu durante a audiência pública. Os vereadores presentes lembraram que o secretário havia afirmado na Câmara, por duas vezes, que o edital para a nova concorrência do transporte público estava pronta. “Em novembro de 2018 o senhor falou que em fevereiro de 2019 o processo estaria pronto. No ano passado, em agosto, o senhor esteve aqui e falou que o edital seria enviado ao prefeito naquela semana e não foi feito”, comentou o vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD).

Além de Guilherme, o presidente da Câmara, Rodrigo Falsetti (PTB) e os vereadores Luciano Firmino Vieira, o Luciano da Saúde (PP), Natalino Tony Silva (Rede), Fábio Aparecido Luduvirge Filetti, o Fabinho (PSDB), Jéferson Luís da Silva (PROS), Francisco Magela Inácio (PSD) e Elias dos Santos, o Pastor Elias (PSC) também participaram.

 

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