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Thomaz: “Quero minha própria identidade política”

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Aos 38 anos, Thomaz Caveanha (PTB) tornou-se o vereador mais experiente desta Legislatura. Ele está exercendo seu 3º mandato e acompanha de perto a empolgação dos novos vereadores que chegaram à Casa de Leis. “É gostoso ver a animação deles, a vontade de manter a união entre todos. Está muito bacana. Mas tenho uma preocupação que é a execução de todas as reivindicações que recebemos aqui, na Câmara. Porque por mais que haja esforço dos vereadores em buscar uma solução, nem tudo depende de nós. Muitas coisas para serem feitas precisa da Prefeitura, do Governo do Estado, do Governo Federal e até dos deputados”, ponderou Thomaz.

Filho do prefeito Walter Caveanha (PTB), o vereador sente-se à vontade para exercer seu trabalho junto à população sem temer cobranças ou críticas. Para isso, deixa claro que sempre buscou desvincular sua própria imagem política da figura do pai e prefeito. “Eu não me vinculei ao meu pai. Procuro evitar isso o máximo que posso. Na minha campanha eleitoral, por exemplo, no ano passado, se eu fiz uma única reunião com ele foi muito. Sempre procurei ter minha própria identidade política. O meu jeito de agir, de pensar, de lidar com as pessoas para eu conquistar a minha referência política, a minha identidade”, frisou o vereador.

Vereador Thomaz Oliveira CaveanhaE é justamente esta postura política que faz com que Thomaz não queira ser o líder do Governo Municipal na Câmara. “Não, não tem jeito. Tem muitos vereadores aqui, na Casa, bem preparados e que podem assumir essa função. Não tem como ser eu”, enfatizou.

Avesso às redes sociais e aos aplicativos, Thomaz admite que prefere conversar pessoalmente com a população e que é bem recebido nos quatro cantos da cidade e também na Zona Rural. “Meu gabinete é a rua. Gosto de estar perto das pessoas e de conversar frente a frente. Não tenho um reduto eleitoral, tive votos em todas as urnas na cidade e Mogi Guaçu não tem porteira, vou a todos os lugares e conheço os problemas que muitos moradores enfrentam”, conta o vereador.

Embora seja conhecido pelo seu jeito simples, populista e carismático, Thomaz demonstra ter os pés no chão e não vislumbra nada na política que não seja respaldado por um grupo coeso e forte. Por isso, ele já adianta que as especulações acerca de seu nome para ser candidato a prefeito de Mogi Guaçu, por enquanto, são apenas especulações. “Na próxima eleição municipal eu não posso ser candidato devido ao parentesco com o atual prefeito. A legislação eleitoral não permite. Mas, independentemente disso, não basta apenas eu querer. Em primeiro lugar, isso tem de estar nos planos de Deus para mim. Em segundo, a população de Mogi Guaçu precisa querer também e, em terceiro lugar, preciso ter um grupo político forte que me apoie. Sem grupo, sem união, não se faz política”, pontuou Thomaz.

Thomaz e o pai
Thomaz e o pai

Neste seu 3º mandato como vereador, ele ressalta que está ainda mais seguro dos rumos que vai seguir nesses próximos quatro anos. Diálogo e respeito foram pontuados por ele como as principais bússolas que vão guiar seu caminho na vereança. “O diálogo entre os vereadores, por exemplo, é fundamental. Sem conversar não chegamos a lugar nenhum. A imposição e o jogo de vaidades somente vão servir para prejudicar. Lembro que em meu 1º mandato, em 2004, fiz parte da oposição aqui, na Câmara, mas eu tinha livre acesso aos gabinetes dos vereadores que eram da base aliada ao prefeito naquela época (Dr. Paulinho –PHS). Conversava com todos e tentávamos chegar a uma solução que fosse boa também para todos”, reforçou Thomaz.

AGORA, NÃO!

Sem vaidade política, vereador recuou da disputa pela Presidência

Além de exercer seu 3º mandato, Thomaz já foi presidente da Câmara Municipal no biênio 2012/2013 logo que foi reeleito vereador pela primeira vez e garante não é tarefa fácil comandar o Legislativo. “É muito difícil. É matar um leão por dia. Requer muita humildade para dialogar com outras lideranças políticas e com órgãos fiscalizadores como Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado. Na minha gestão, tive de extinguir cargos na Presidência da Câmara e tive também de extinguir cargos de chefia dos gabinetes. É complicado, mas também é uma experiência única”, comentou o vereador.

No fim do ano passado, o nome de Thomaz voltou a ser cogitado para disputar novamente a Presidência da Câmara guaçuana, mas ele preferiu recuar. “Percebi que o momento era do Zanco e não tive problema nenhum de recuar e dar meu apoio a ele. É como já disse: eu não tenho essa vaidade política quando preciso refazer os planos”, admitiu.

Vereador Thomaz Oliveira CaveanhaFormado em Agronomia, Thomaz atribui a diplomacia com que trata as pessoas e o respeito para com o próximo ao período de três anos em que estudou no Colégio Agrícola, em Inconfidentes (MG). Ele conta que durante o tempo em que viveu lá mantinha contato com todas as culturas brasileiras e precisava respeitar a maneira de pensar e de agir de cada uma delas. “Eu tinha 15 anos e já convivia com pessoas do Pará, do Maranhão, da região Sul de Minas Gerais, de São Paulo, de Tocantins, e eu precisava me adaptar ao convívio deles e vice-versa. Aprendi, assim, o respeito pelo próximo. Aprendi a importância do diálogo para resolver as situações”, frisa.

E também foi nesse período de estudos no Colégio Agrícola que Thomaz despertou seu interesse pela política. Isso porque, sempre fez parte do Diretório Acadêmico, além de participar da formação das chapas que iam disputar o comando do Diretório. “Política é uma missão. Tem de ter perfil. Não é fácil. No meu caso, considero que a política está no DNA”, concluiu o vereador. 

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