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Transporte coletivo: com 50% da frota, serviço é deficitário

O serviço segue com apenas um ônibus por linha tempo de espera pela condução ultrapassa 1h30

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Mais uma vez, os horários e a lotação dos ônibus são alvos de queixas de quem faz uso do transporte coletivo. Alguns usuários têm observado que as linhas têm sido atendidas apenas por um ônibus, o que faz com o tempo de espera ultrapasse o período de 1h30. O problema é de conhecimento da SOV (Secretaria de Obras e Viação), mas a solução ainda não foi encontrada.

Esta semana, o responsável pela Pasta, Salvador Franceli, reforçou que reiterou a solicitação da retomada de circulação dos ônibus no horário habitual através de ofício enviado à Viação Santa Cruz. “A empresa alega que está tendo prejuízo mensal de R$ 300 mil porque o número de usuários caiu de 400 mil/mês para 65 mil/mês, sendo que a maioria é formada por pessoas que têm direito à gratuidade no transporte público”, explica.

Segundo Franceli, a empresa insiste que a Prefeitura banque essa diferença mensal e, com isto, tudo indica que a situação será encaminhada para avaliação da Secretaria de Negócios Jurídicos. “O contrato com a empresa ainda está em vigor. O que estamos fazendo é um novo edital para a próxima licitação, conforme o apontado pelo Tribunal de Contas”, lembra.

O coordenador de tráfego da Viação Santa Cruz, Luiz Donizete Pezoti, reiterou que, de fato, os ônibus seguem circulando com 50% da frota, ou seja, um ônibus por linha. “Na metade dos horários circulam com 40% de ociosidade”, observa.

A lotação, segundo ele, acontece em poucos horários e uma das soluções seria a Prefeitura restringir a circulação daqueles que têm direito à gratuidade, impedindo que façam uso dos ônibus nos horários de pico. Para Pezoti, não precisaria haver mudança na lei, mas uma recomendação da administração municipal por conta do período de pandemia.

 

GRATUIDADE

Por lei municipal, têm gratuidade ao transporte público em Mogi Guaçu, os idosos (a partir de 60 anos), aposentados e pensionistas. O assunto sempre foi tema de debate entre a empresa e a Administração Municipal durante as audiências públicas para discutir o valor da tarifa.

A gratuidade no transporte público foi aprovada em 1989, através da lei 2.520. E o artigo 32 traz que é vedada a limitação de horários para idosos, aposentados e pensionistas utilizarem os ônibus.

 

AGLOMERAÇÃO

Usuária do transporte também teme risco de contaminação

Com apenas metade da frota em circulação, ou seja, apenas um ônibus por linha, não é apenas o tempo de espera que incomoda os usuários, mas também a aglomeração nos coletivos. E em tempo de pandemia, a usuária Maria de Lourdes Franco de Oliveira ressalta o risco da contaminação pelo novo coronavírus diante de tantas pessoas em um único ônibus.

“Se não é para fazer aglomeração por que que o prefeito liberou tudo e só os ônibus que não?”, questiona.  Maria de Lourdes relata que os ônibus ficam parados no Terminal Rodoviário Urbano do Parque dos Ingás e o tempo de espera dos usuários é longo e chega a duas horas.

Além disso, ela observa que as linhas de maior movimento, como Pinheiro/Munhoz e Alto dos Ypês, têm passado lotadas e muitos passageiros não têm conseguido embarcar. Maria de Lourdes diz que os comentários são de que os ônibus não voltarão ao horário normal este ano, o que provoca indignação. “Se está tudo normal por que só o ônibus que não? Por que não volta?”, questiona.

A usuária disse ter telefonado na Viação Santa Cruz e foi informada de que teria de reclamar junto à Prefeitura, onde obteve a resposta de que o problema seria solucionado em 10 dias.

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