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Transporte coletivo segue com frota reduzida

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Mais uma vez, os horários e a lotação dos ônibus são alvos de queixas de quem faz uso do transporte coletivo. Alguns usuários têm observado que as linhas têm sido atendidas apenas por um ônibus, o que faz com o tempo de espera ultrapasse o período de 1h30. O problema é de conhecimento da SOV (Secretaria de Obras e Viação), mas a solução ainda não foi encontrada.

O responsável pela Pasta, Salvador Franceli reforça que, reiterou a solicitação da retomada de circulação dos ônibus no horário habitual, através de ofício enviado à Viação Santa Cruz. “A empresa alega que está tendo prejuízo mensal de R$ 300 mil porque o número de usuários caiu de 400 mil/mês para 65 mil/mês, sendo que a maioria é formada por pessoas que têm direito à gratuidade no transporte público”, comenta.

Segundo Franceli, a empresa insiste que a Prefeitura banque essa diferença mensal e, com isto, tudo indica que a situação será encaminhada para avaliação da Secretaria de Negócios Jurídicos. “O contrato com a empresa ainda está em vigor. O que estamos fazendo é um novo edital para a próxima licitação, conforme o apontado pelo Tribunal de Contas”, lembra.

Enquanto nada se resolve, o usuário, literalmente, tem que esperar. Maria de Lourdes Franco de Oliveira relata que os ônibus ficam parados no Terminal Rodoviário Urbano do Parque dos Ingás e o tempo de espera dos usuários é longo. “Cheguei a ficar duas horas esperando”, comenta. Ela conta que as linhas de maior movimento, como Pinheiro/Munhoz e Alto dos Ypês, têm passado lotadas e muitos passageiros não têm conseguido embarcar.

 

 

Maria de Lourdes diz que os comentários são de que os ônibus não voltarão ao horário normal este ano, o que provoca indignação. “Se está tudo normal porque só o ônibus que não? Porque não volta?”, questiona. Ela atenta ainda que o transporte coletivo vai contra tudo o que dizem sobre evitar aglomeração.

A usuária disse ter telefonado na Viação Santa Cruz e foi informada de que teria de reclamar junto à Prefeitura, onde obteve a resposta de que o problema seria solucionado em 10 dias. No início da pandemia da Covid-19, o transporte público municipal teve a frota reduzida em 50%. E este percentual não foi alterado com a retomada das atividades de vários setores.

EMPRESA

O coordenador de tráfego da Viação Santa Cruz, Luiz Donizete Pezoti , reiterou que, de fato, os ônibus seguem circulando com 50% da frota, ou seja, um ônibus por linha. “Na metade dos horários circulam com 40% de ociosidade”, observa.

A lotação, segundo ele, acontece em poucos horários e uma das soluções seria a prefeitura restringir a circulação daqueles que têm direito à gratuidade, impedindo que façam uso dos ônibus nos horários de pico. Para Pezoti, não precisaria haver mudança na lei, mas uma recomendação da administração municipal por conta do período de pandemia.

 

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