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Tutores devem ajudar seu pets com interações

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O veterinário Leandro Nogueira da clínica Vila dos Bichos confirmou que a mudança da rotina pode gerar ansiedade e depressão em cães e gatos, e esclareceu que o maior tempo de contato entre tutores e pets é benéfico. Outros hábitos também mudaram, neste período, e interferem na relação cotidiana, como os passeios e as idas ao banho e tosa, por exemplo, que foram reduzidos ou até mesmo cancelados devido à pandemia. Com isso, os pets podem ficar ansiosos e até depressivos.

O veterinário explicou que outro problema para os animais será quando a quarentena acabar. Isso porque, eles voltarão a passar maior tempo longe de seus tutores. “Os pets não vão entender o motivo de isso acontecer e também podem desenvolver depressão e ansiedade”, completou Nogueira. Estar atento aos sinais do animal de estimação é primordial para ajudá-lo e, se necessário, buscar ajuda veterinária. De acordo com o profissional, os sintomas variam como orelha e rabo baixos, apatia, vômito ou diarreia sem causa aparente, queda excessiva de pelos, lesões de pele, lambedura excessiva no dono ou do próprio corpo, vocalização excessiva e agressividade.

Reduzir o impacto

Nogueira deu algumas dicas para reduzir os malefícios que a quarentena pode causar nos pets. A primeira delas é manter os passeios a pé com percursos mais curtos e em horários com menos gente na rua, mantendo sempre à distância e usando calçados em cães para evitar o contato direto das patas com solo ou realizando a limpeza das patas e focinhos ao chegar em casa.

Outra alternativa é realizar passeios de carro pela cidade sem descer do carro para distrair. Em casa, é necessário brincar mais com o animal. “Compre ou faça brinquedos interativos para esconder petiscos pela casa. Pode ser garrafas pets com furos ou potes invertidos e caixas de papelão com furos. Para os gatos também recomendo esconder CatNip que é um erva”, orientou o veterinário. Já a dica para aqueles animais que gostam de roer tudo pela casa é comprar ossos e mordedores específicos.

O tutor também pode ensinar novos comandos, como sentar, ficar e dar a patinha. Uma dica é assistir aos diversos vídeos da internet que orientam como ensinar os bichinhos. Os momentos de relaxar podem ser inclusos na rotina. Para os gatos, a dica é usar feromônios borrifados pela casa em locais em que os felinos ficam a maior parte do tempo como o Feliway®. Para os cachorros, o ideal são a escovação e a massagem do pelo. “Tudo isso irá ajudar a reduzir o estresse deles”, pontou Nogueira.

Nada de excessos

Segundo o veterinário, carinho e colo em tempo integral não são necessários, mas também não são fatores desencadeadores de ansiedade e depressão. “Os distúrbios psicológicos podem ocorrer quando períodos de interação intensa são seguidos de longos períodos de pouca ou nenhuma interação social e ou ambiental”, esclareceu Nogueira que ainda enfatizou que esse será o principal fator gerador de ansiedade e depressão em pets quando a quarentena acabar.

Para reduzir a possibilidade de ansiedade e depressão quando tudo voltar ao normal, é importante os tutores reduzirem de forma progressiva a interação direta com eles durante o período do dia em que irá sair para trabalhar e deixar uma TV ou rádio ligados quando o pet for ficar sozinho, assim ele terá a percepção de que não está totalmente só. “Enriquecimento ambiental com brinquedos, caixas de papelão, mordedores, feromônios para gatos e a contratação de serviços de creche para cães e a volta com banhos em pet shop também vão ajudar a readaptação”, finalizou o veterinário.

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