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UPA: Prédio completa seis anos fechado

Após perder a verba de custeio do Governo Federal, Prefeitura planeja reabertura da unidade para abril

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Sabe aquelas datas que nem é bom lembrar? O dia 7 de fevereiro acaba sendo uma delas, pois foi nesta data, mas em 2014, que um vendaval destelhou parte do telhado da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no Jardim Santa Marta. São longo seis anos de prédio fechado.

De lá para cá, diversas promessas foram feitas pela Administração Municipal, mas, até agora, nenhuma foi cumprida. Após o episódio do vendaval, a unidade foi transferida para o prédio do PPA (Posto de Pronto Atendimento), onde está até hoje.

A reforma do prédio do Jardim Santa Marta foi iniciada em abril de 2016, mas só ficou pronta em junho de 2017, porém, mesmo assim, não entrou em funcionamento. Diversas foram as justificativas e prazos dados pela Prefeitura, principalmente com relação a falta de recursos do município.

Desde então, a cobrança para o retorno da UPA ao prédio de origem vem sendo feita na Câmara Municipal e pelos moradores da região, mas também não fizeram a Prefeitura rever os planos. Na verdade, foi o Ministério da Saúde o responsável por isso. Em setembro, o MS suspendeu a transferência de incentivos financeiros de custeio de habilitação da unidade.

O município recebia mensalmente o valor de R$ 175 mil para o custeio da UPA.  Nesta semana, a assessoria do órgão informou à Gazeta que nada mudou, pois Mogi Guaçu continua com a verba suspensa. Ou seja, a Prefeitura retorna à unidade ao prédio do Jardim Santa Marta ou terá que arcar com os atendimentos de urgência e emergência.

A Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura informou que a “Secretaria de Saúde não definiu data, mas a previsão inicial para início de abril está mantida”, respondeu ao questionamento da reportagem sobre qual é a data de reabertura da unidade.

Segundo a assessoria, o prédio receberá nova pintura e “não será necessária qualquer outra intervenção na estrutura”. Porém, não foi isso que a Gazeta apurou. Um engenheiro da Secretaria de Obras e Viação visitou o prédio e observou problemas numa parte do telhado que tem causado infiltrações. De fato, algumas salas estão com água no piso e as paredes manchadas por conta de infiltração. A constatação foi feita pela reportagem, quando visitou o prédio do Jardim Santa Marta, na quinta-feira (6).

Dentro do prédio estão algumas macas e mobiliário da unidade, além dos aparelhos de ar condicionado novos que foram comprados recentemente. Além da pintura confirmada pela Secretaria de Comunicação, outras intervenções devem ser feitas antes da reabertura da UPA.

A assessoria confirmou que a Secretaria de Saúde autorizou a compra de mobiliário, mas que ainda não possui todos os valores sobre os gastos. “Estão sendo feitas as cotações”. De acordo com a Prefeitura, o custo operacional mensal das UPAs Santa Marta e Jardim Novo e do Pronto-Socorro é de, respectivamente, R$ 600 mil, R$ 700 mil e R$ 650 mil, e o UPA atende, em média, 400 pessoas por dia.

A Gazeta questionou se a mudança da UPA para o Jardim Santa Marta causaria o fechamento do PPA, mas a resposta foi negativa. “É improcedente a informação de que a UPA/PPA será desativada. Pelo contrário, a Secretaria de Saúde apresentará pedido de credenciamento da unidade do Jardim Novo como UPA 1”, confirmou a assessoria.

Frente Parlamentar

Em dezembro do ano passado, os vereadores aprovaram o projeto de resolução que cria a Frente Parlamentar em prol da reabertura da UPA. O projeto é de autoria do vereador Jéferson Luís. Segundo o vereador, os trabalhos da Frente Parlamentar estão sendo iniciados e a principal meta é acompanhar e cobrar a reabertura da unidade no Jardim Santa Marta. “Vamos nos reunir e já definir quem vamos chamar para poder iniciar esse acompanhamento junto ao Executivo”, comentou.

Jéferson preside a Frente Parlamentar tendo os vereadores Natalino e Luciano como secretários e Fabinho como vice-presidente.

 

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