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Vencer a doença é sinônimo de superação

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A enfermeira Maria Beatriz Leme Marinelli Facchineti dos Reis, 31, também teve o novo coronavírus com sintomas leves e precisou ficar em casa de quarentena por 14 dias. Ela trabalha na UTI do HM e por ser uma profissional da saúde tomou a vacina contra a gripe H1N1 na primeira semana de campanha, que foi realizada em Março. No dia seguinte, Beatriz relatou que teve o primeiro episódio de febre acompanhado de mal estar e dor muscular.

No entanto, ela não suspeitou da Covid-19 porque as reações poderiam acontecer depois da vacina. Porém, no decorrer da semana, a enfermeira começou a apresentar tosse seca intermitente acompanhada de cansaço ao realizar atividades física leve e as profissionais. Beatriz explicou que é portadora de talassemia minor, que também é conhecida como anemia do mediterrâneo. Um tipo de anemia crônica e hereditária que na forma minor é considerada uma anemia leve e não se enquadra no grupo de risco para o novo coronavírus.

Por ser portadora da anemia, a enfermeira associou o cansaço a este distúrbio sanguíneo e realizou um hemograma de controle que realmente constatou uma alteração. Ela reajustou a dose de suplemento vitamínico e após alguns dias, um novo exame de sangue apontou normalidade e controle da anemia. No entanto, a tosse que inicialmente era intermitente, passou a ser persistente com uma sensação incômoda de pigarro na garganta e cansaço aos mínimos esforços como, por exemplo, para se vestir e calçar um sapato.

Beatriz contou que também sentia um desconforto respiratório e começou a pensar no novo coronavírus. “Desejando estar enganada comecei a suspeitar da doença e passei por reavaliação médica e coleta de exame para diagnóstico que deu positivo”, compartilhou a enfermeira que enfatizou que por estar na linha de frente, desde o início das ações de contingência contra o novo coronavírus em Mogi Guaçu ela está respeitando a quarentena conforme recomendações da Organização Mundial de Saúde. “Mudei minha rotina, passei a evitar aglomerações, parei de frequentar as aulas de dança, natação e yoga, deixei de pedalar, saindo de casa para locais públicos apenas para necessidades essenciais como compra de alimentos e utilizando máscara”.

Com isso, quando começou a apresentar sintomas, as mudanças foram mais radicais “Eu saía de casa apenas para o trabalho e do trabalho retornava direto para casa, seguindo muitos cuidados neste breve percurso e período de tempo”, pontuou. Após o diagnóstico confirmado e pela manifestação da doença ser com sintomas leves, Beatriz realizou o isolamento domiciliar por 14 dias. “As mudanças passaram a ser bem mais intensas, principalmente pelo risco e medo de transmissão para meu marido”, compartilhou a enfermeira que ficou em quarto isolado e com uma rotina rigorosa de higiene pessoal, limpeza do ambiente domiciliar e atenção especial para a alimentação, hidratação e medicação.

A CURA

Do início dos sintomas até ser curada, foram 28 dias. “Foi uma alegria imensa, como pessoa me trouxe fortalecimento espiritual, mental e físico. Vencer a doença para mim é sinônimo de superação e resiliência. Como profissional me trouxe a certeza de que amo minha profissão, que nós devemos entender que somos instrumentos de Deus para servir ao próximo, com compaixão e amor, fazendo sempre o melhor dentro das nossas possibilidades e com os recursos disponíveis”.

Beatriz ressaltou que os dias não foram fáceis, já que é preciso se afastar de todos. “O risco de contaminar outra pessoa é o que mais mexe com a cabeça, tinha uma preocupação grande em tomar todos os cuidados para não transmitir para o meu marido, já que por ter contato comigo ele também realizou 14 dias de quarentena”.

Beatriz disse que neste período também pôde sentir como é estar do outro lado da assistência, pois passou de prestadora a usuária do serviço de saúde. “Não posso deixar de agradecer a Secretaria Municipal de Saúde pelo comprometimento com a Saúde Pública de Mogi Guaçu, a equipe de saúde do Hospital Municipal “Dr.Tabajara Ramos”, do Hospital São Francisco e da UBS da minha microárea que prestaram uma assistência humanizada e colaboraram muito com a minha recuperação”, finalizou.

 

 

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