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Vereador flagra alimentos vencidos em escolas

Natalino Tony Silva visitou quatro instituições de ensino e em três encontrou alimentos com data de validade vencida

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Após receber denúncias e fotos, o vereador Natalino Tony Silva (PSDB) decidiu visitar escolas municipais para verificar in loco a situação dos alimentos armazenados. A visita que faria foi, inclusive, comunicada pelo vereador durante discurso feito na sessão da última segunda-feira (1º). “É o cúmulo do absurdo o tanto de famílias com necessidades de gêneros alimentícios em suas mesas e a gente recebe comentários e fotos de alimentos que estão perdendo nas escolas porque não foram recolhidos. Se vocês quiserem ir lá agora retirarem, podem ir, pois amanhã (terça) estarei visitando as escolas”, avisou.

De fato, na terça-feira (2), o vereador e seu assessor iniciaram a fiscalização nas instituições de ensino. Eles estiveram em um CEI (Centro de Educação Infantil), duas Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil) e uma Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) e encontrou alimentos vencidos em três unidades. O fubá estava com vencimento marcado para o dia 2 de junho (dia da vistoria), potes de maionese com vencimento em março, macarrão vencido e feijão com aspecto diferente. “Fiquei sabendo que esses alimentos não foram retirados e comecei a receber algumas denúncias e, por isso, decidi fiscalizar. Encontrei fubá, potes de maionese e macarrão vencidos. O feijão estava com um pó branco muito estranho. Fiquei indignado. Porque não recolheram e doaram para essas famílias que estão precisando?”, questionou o vereador.

Natalino optou não revelar o nome das instituições, a fim de evitar que os servidores sejam penalizados pela Administração Municipal. No entanto, que a fiscalização não teve continuidade na quarta-feira (3), porque a Secretaria de Educação iniciou a retirada dos produtos após sua denúncia. “Não vou divulgar o nome das escolas porque os funcionários podem sofrer represálias, mas registrei os alimentos vencidos que poderiam ter ajudado alguma família ou entidade. É uma vergonha essa Administração Municipal”, indignou o vereador.

Natalino encontrou nos estoques das escolas visitadas diversos alimentos, entre eles estão: arroz, feijão, macarrão, fubá, óleo, leite em pó, achocolatado e bolachas. “Daria para ter feito diversos kits e entregues para as famílias ou então para as igrejas que também fazem esse trabalho de distribuição. Mas a gente só tem recebido denúncias de famílias que até agora não receberam nada da Prefeitura. Eles preferem perder os alimentos do que distribuir para quem precisa”, ressaltou.

Natalino informou que irá apresentar requerimento na sessão da próxima segunda-feira (8), para questionar a Prefeitura qual foi a destinação dada aos alimentos retirados das escolas nesta semana. Além disso, ele disse que ligou para a secretária de Promoção Social, Mariana Martini, e pediu providências com relação aos inúmeros questionamentos que vem sendo feitas por famílias que ainda não receberam os alimentos do município. “É muita gente dizendo que ainda não recebeu ajuda do município. Tem município que já está fazendo a terceira entrega das cestas e aqui nada e não temos informações. Então, todo mundo que liga pra mim ou pede ajuda tenho orientado a buscar a Secretaria de Promoção Social. Ela é a responsável pelas ações sociais e não a Educação”, reforçou ao sugerir que a Prefeitura de Mogi Guaçu seguisse exemplo de Jaguariúna. “Lá, eles estão servindo marmita aos alunos. Está aí um bom exemplo a ser seguido”.

No início de maio, a Prefeitura de Jaguariúna começou a entrega de marmitas aos familiares dos alunos da rede municipal inscritos no programa “Minha Merenda em Casa”. A distribuição acontece de segunda a sexta-feira, no período das 11h às 13h, em 10 escolas da cidade. Além das refeições, todas às terças-feiras é entregue um kit de frutas e legumes por família. As merendeiras da rede municipal de ensino são responsáveis por preparar a comida distribuída para três mil alunos que receberão o benefício durante o período de quarentena.

EM ESTOQUE

Denúncia será apurada pela Educação

Após o flagra de alimentos em três instituições de ensino da cidade, inclusive com data de validade vencida, a Secretaria de Educação informou, por meio da assessoria de imprensa, que irá apurar a denúncia feita pelo vereador Natalino Tony Silva (PSDB).

A Gazeta apurou que, no início da pandemia, uma equipa da Educação ficou responsável pela retirada dos alimentos de todas as unidades escolares. Porém, por conta do afastamento de servidores com mais 60 anos, pode ter havido falha na retirada dos produtos. Por conta disso, a Secretaria de Educação já está verificando o que ocorreu, uma vez que a ordem era pela retirada dos produtos alimentícios das unidades escolares. É apurado se houve falha de comunicação das unidades, falta de controle interno ou outro motivo.

A reportagem também pediu informações sobre os kits alimentos que estão sendo distribuídos. Na primeira etapa, iniciada em abril, foram entregues 1.164 kits de alimentos com itens da merenda escolar. Estão sendo beneficiados às famílias inscritas no Cadastro Único com perfil do programa federal Bolsa Família, ou seja, com renda per capita de até R$ 178,00. Na segunda etapa foram entregues 1.256 kits referentes ao mês de maio. Já no mês de junho também estão previstos 1.256 kits.

Segundo a Prefeitura, a doação só foi possível por causa da publicação, no Diário Oficial da União, da lei 13.987 de 7 de abril de 2020, alterando a Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009, que autorizou, em caráter excepcional, durante o período de suspensão das aulas, a distribuição de gêneros alimentícios adquiridos com recursos do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) aos pais ou responsáveis dos estudantes das escolas públicas de educação básica.

A Gazeta também questionou sobre as cestas que estão sendo distribuídas pela Secretaria de Promoção Social. Foi informado que a Pasta irá realizar a distribuição de 2.332 kits de alimentos a partir da próxima semana. Os gêneros alimentícios também serão entregues para as famílias inscritas no Cadastro Único. Não foram informados outros números.

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