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Vereadores e usuários votaram pelo não reajuste

No final da audiência pública, os presentes fizeram uma votação simbólica e todos foram contrários ao aumento

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O secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli, e o coordenador de tráfego da Viação Santa Cruz, Luiz Pezoti, ouviram uma enxurrada de críticas durante a audiência pública. Após os comentários feitos pelos vereadores, o público presente pode opinar sobre o assunto.

Diversos problemas foram apontados pelos presentes e muitas perguntas técnicas ficaram sem respostas, pois tanto o secretário quanto o representantes da empresa não souberam responder, principalmente as referentes ao contrato em vigor.

A falta de cobertura e de assento nos pontos de ônibus foi a principal cobrança feita durante a noite, mas problemas com a frota e até funcionários também foram relatados. Usuários com limitação física disseram que na maioria das vezes os elevadores dos veículos estão quebrados. “Eu sou deficiente físico e o elevador sempre está quebrado e o motorista me ajuda a subir pulando, o que machuca ainda mais minha perna”, relatou Lucas de Souza Barbosa ao informar que os assentos dos ônibus também apresentam defeitos.

O sucateamento da frota também foi tema de várias perguntas, assim como a falta de algumas linhas em diversos bairros da cidade e problemas nos horários dos circulares que demoram para voltar na maioria das vezes, principalmente aos finais de semana, quando o número de veículos circulando é menor.

A lotação em horários de pico foi comentada pela usuária Ketterling, que convidou o secretários e os vereadores a usarem o transporte coletivo. “Onde o senhor está às 7h00? Tem ônibus lotado esse horário e em outros. São lotados, sucateados e os motoristas parecem que carregam bois. Convido vocês para andar de ônibus comigo às 7h00”, comentou.

 

Gratuidade

A questão da gratuidade também causou alguns questionamentos. O secretário de Obras e Viação garantiu que a ideia é não prejudicar quem já recebe o benefício, mas alterar algumas regras. “Temos que repensar em tudo isso e estabelecer critérios. Não queremos cortar direito adquirido de ninguém, mas seguir daqui por diante”, comentou.

A usuária Miriam relatou as dificuldades que enfrenta ao usar o transporte público com o filho especial. “Eu sou mãe de uma criança especial e se eu pagar os R$ 4,90 para levá-lo aos tratamentos vai faltar arroz na minha mesa. Mãe de deficiente tem direito de não pagar a passagem”, pediu.

Sobre as reclamações feitas durante a audiência, o secretário de Obras disse que não tinha conhecimento e pediu para que elas sejam repassadas, a fim de que providências sejam tomadas. O representante da Viação Santa Cruz não se pronunciou.

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