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Vítima transferiu R$ 40 mil que tinha ganho em causa trabalhista

Vítima chegou a pedir informações ao responsável pelo clube via WhatsApp

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Uma das vítimas do clube de investimento de Mogi Mirim Syngre Betclub é uma guaçuana, de 43 anos. Sem se identificar, a mulher compartilhou com a Gazeta como caiu no golpe do falso investimento. Em outubro deste ano, ela transferiu R$ 40 mil para Tony e Lima e, desde então, não conseguiu mais contato com os responsáveis pelo clube. A vítima contou que trabalha na mesma empresa em que Tony atuava como bombeiro, em Mogi Mirim. Por essa razão, ela ficou sabendo do investimento que tinha promessas de retorno de lucro de 30% sobre o valor investido. “Eu acho que 80% das pessoas da empresa investiram nele e os que não investiram é porque não tiveram da onde tirar dinheiro”.

No início, quando tudo começou, há cerca de um ano e meio, a vítima lembra que os investidores realmente tiveram o retorno prometido. “Teve gente que comprou carro, teve gente que comprou van e pediu as contas para trabalhar com van”. Foi por causa do retorno visto para alguns colegas de trabalho que a vítima convenceu o marido a investir os R$ 40 mil que ela tinha ganho em uma causa trabalhista. Com isso, o casal foi até a sede do Syngre Betclub, onde ficaram horas conversando com Tony. Ela ainda lembra que chegou a questionar qual era o risco do investimento. “Ele nos deu muita segurança e garantiu que teríamos o retorno”. Em outubro ela fez o investimento e no mês seguinte quando deveria receber não foi mais atendida, sendo que tempo depois Tony alegou que Lima estava com problemas de saúde. “Ele falou que ele estava fazendo tratamento e logo retornaria para organizar tudo, só que nada. A partir disso a gente viu que a casa tinha caído”.

Desde então, ela e outras vítimas passaram a ficar apavoradas até que no início deste mês souberam que os dois tinham sumido.  Revoltada, a vítima contou que o dinheiro seria usado para comprar um terreno. “Infelizmente a gente tinha sonhos maiores e já queria construir, por isso, caímos nessa”, lamentou a vítima que também compartilhou que procura nem pensar muito no que está acontecendo. “Eu tinha R$ 40 mil para realizar um sonho e do nada vem alguém e toma de você”, lamentou.

 

Crime de estelionato

O inquérito policial do caso foi aberto pela Polícia Civil de Mogi Mirim. No entanto, o delegado da CPJ de Mogi Guaçu, Alessandro Serrano Morcillo, esclareceu que os acusados serão responsabilizados pela prática do crime de estelionato. “Se forem condenados pelo Poder Judiciário, estarão sujeitos a uma pena que varia de um a cinco anos de prisão”. No entanto, o delegado explicou que como existem inúmeras vítimas e os crimes foram praticados continuamente, os dois estarão sujeitos a uma pena maior.

Morcillo também pontuou que quando o Poder Judiciário condena um criminoso, normalmente o juiz criminal fixa um valor mínimo para a reparação dos danos causados pelo crime, considerando os prejuízos sofridos pela vítima.  “Contudo, a reparação dos danos somente se efetiva se o condenado tiver patrimônio para saldar o valor da reparação. Tal providência do juiz criminal não impede que a vítima busque a tutela do Poder Judiciário para reparação dos danos em ação cível apropriada”.

O delegado finalizou com um alerta. “Sempre que se deparar com uma situação fora da normalidade, extremamente vantajosa, desconfie e não aja com ambição e ingenuidade pensando que irá ganhar facilmente riquezas. Busque orientação com um profissional idôneo, que tenha conhecimento a respeito do fato’.

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